2
Campo Grande - MS Busca
Exército Brasileiro

Comando Militar do Oeste comemora 38 anos de criação

A história do Comando Militar do Oeste é marcada por décadas de serviço dedicado à nação

17:12 - 10 out 2023 | Por Redação/CMO

Foto: CMO

Campo Grande (MS) – Na manhã desta terça-feira, 10 de outubro, autoridades civis e militares estiveram no Pátio General Plínio Pitaluga participando da solenidade comemorativa pelos 38 anos de criação do Comando Militar do Oeste.

Na oportunidade o Chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Oeste (CCOp/CMO), General de Brigada Jorge Ribeiro Cacho, recebeu os convidados no Forte Pantanal e agradeceu a participação de todos na comemoração. O General leu o texto alusivo ao aniversário do CMO destacando o seguinte trecho: “O Comando Militar do Oeste não apenas orgulha-se da responsabilidade de conduzir sua missão constitucional, mas, sobretudo, da contribuição cívico e moral de sua gloriosa história, nesta rica e estratégica parcela do território nacional”, o texto lido foi escrito pelo Comandante Militar do Oeste, General de Exército Luiz Fernando Estorilho Baganha.

Na ocasião, foi realizada ainda a entrega do Diploma de “Amigo do CMO” para diversas personalidades, civis e militares, que se destacaram pela amizade e cooperação em atividades desenvolvidas pelas Organizações Militares do Comando Militar do Oeste.

Histórico do CMO

A História do Comando Militar do Oeste é a própria história da presença militar do Exército na Fronteira Oeste. Porém, a história da província começa muito tempo antes, ainda durante a ocupação desse vasto território, então pertencente à Espanha, que aos poucos, foi ocupado pelos bandeirantes oriundos da província de São Paulo que vinham em busca de metais preciosos.

Em 1578 a morte prematura do rei português Dom Sebastião não deixou herdeiros ao trono, que foi ocupado em 1580 pelo rei da Espanha, Felipe II, que se tornou também rei de Portugal, assumindo o título de Felipe I, mantendo dessa forma duas máquinas administrativas coloniais, uma portuguesa e outra espanhola com limites ainda determinados pelo Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494. Essa situação inusitada favoreceu os bandeirantes paulistas, que dessa forma puderam desbravar os sertões mais livremente, ocupando todo o território de forma pacífica, pois as duas colônias eram posse do mesmo rei.

Mesmo após a restauração da monarquia portuguesa, ocorrida em 1640, os espanhóis não se incomodaram muito com a presença portuguesa em seus domínios, quadro esse que se alterou em 1719 com a descoberta de ouro no rio Cuiabá, gerando grande fluxo populacional para a região, cuja posse passou a ser contestada pelos espanhóis.

Com a fundação da Capitania de Mato Grosso, em 1748, por desmembramento da Capitania de São Paulo, o 1º Capitão-General nomeado – Dom Rolin de Moura Tavares – chegou àquelas paragens com uma Companhia de Dragões. Esta tropa de cavalaria destinava-se a guarnecer as novas fronteiras conquistadas pelos bandeirantes. Aí está o início da presença militar na Fronteira Oeste, embrião do futuro Comando Militar do Oeste.

O Comando Militar do Oeste não apenas se orgulha da responsabilidade de conduzir nos ombros sua missão constitucional, mas, sobretudo, da contribuição cívico e moral de sua gloriosa história, nesta rica e estratégica parcela do território nacional. Após lançar o olhar ao passado e dar um salto no tempo, verificamos o valor e o legado da presença militar na Fronteira Oeste.

Fonte: CMO

Pular para o conteúdo