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Pantanal

Onça-pintada envolvida em caso no Pantanal é transferida para abrigo permanente em São Paulo e ganha novo nome

Um novo capítulo se inicia para a onça-pintada associada à morte do caseiro Jorge Ávalo, no Pantanal de Mato Grosso…

Paulo Santos

Onça passou período no hospital — Foto: Saul Schramm/ Governo do Estado

Um novo capítulo se inicia para a onça-pintada associada à morte do caseiro Jorge Ávalo, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Agora sob os cuidados do Instituto Ampara Animal, em São Paulo, o felino foi oficialmente batizado como Irapuã — nome de origem tupi-guarani que remete à força e à velocidade, características marcantes da espécie.

A transferência do animal foi realizada no final da última semana, com acompanhamento técnico especializado e sem qualquer intercorrência. Com aproximadamente nove anos de idade, Irapuã passa a viver em um recinto especialmente construído para sua permanência definitiva, que atende aos critérios de segurança e bem-estar.

Segundo o Instituto Ampara Animal, a onça-pintada não poderá retornar à natureza, mas terá um novo propósito: contribuir para projetos de preservação da espécie por meio de ações educativas e pesquisas científicas. Desde a chegada ao local, o felino está sendo monitorado por veterinários e biólogos, em um processo cuidadoso de adaptação ao novo ambiente. De acordo com o jornal Midiamax, seu estado de saúde é considerado estável, e ele tem reagido positivamente à mudança.

Um abrigo para a fauna brasileira

Fundado em 2010, o Instituto Ampara Animal é uma organização sem fins lucrativos que atua na proteção de animais domésticos e silvestres. Em 2013, foi reconhecido como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) pelo Ministério da Justiça, e, em 2019, entrou para a lista das 100 melhores ONGs do Brasil.

Com a criação da frente Ampara Silvestre, em 2016, a entidade expandiu seu escopo para atuar na conservação da fauna nativa brasileira. O braço silvestre do instituto acolhe animais resgatados ou que, por diferentes motivos — como traumas, ferimentos ou excesso de contato com humanos —, não podem mais ser reintegrados ao meio ambiente.

Entre os projetos mantidos pela organização está o “Mantenedor da Fauna”, que oferece moradia permanente a animais silvestres em áreas especialmente adaptadas, cercadas e arborizadas, que simulam seu habitat natural. Atualmente, o instituto abriga oito onças-pintadas e três onças-pardas, além de outros animais em condições semelhantes.

Educação e conservação

O caso de Irapuã chama atenção não apenas pelo histórico polêmico que o envolve, mas também por reacender o debate sobre a convivência entre seres humanos e grandes predadores no bioma pantaneiro. Agora, sob cuidados permanentes e em segurança, o felino se torna símbolo da importância de iniciativas voltadas à proteção da fauna brasileira.

Além do abrigo físico, a história de Irapuã poderá contribuir com campanhas de conscientização e educação ambiental, ajudando a promover o respeito à vida silvestre e a necessidade de preservação dos ecossistemas.

O Instituto Ampara Animal segue com sua missão de oferecer dignidade e cuidado a animais em situação de vulnerabilidade, reforçando o compromisso com a proteção da biodiversidade do país.

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