Balão de Ensaio: Catan declara pré-candidatura ao Governo ignorando apoio do PL/MS de Bolsonaro a Riedel
Sem janela partidária aberta para trocar de legenda, o deputado se lança como pré-candidato, mesmo sem o aval do PL…
A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul já está a todo vapor, com diversas pesquisas já indicando nomes para o pleito. Neste cenário, Eduardo Riedel é o preferido para a reeleição, conforme pesquisas realizadas. Surgem também os famosos “figurões“, lançando o nome para inflar o próprio capital político e buscar visibilidade, os chamados “balões de ensaio”.
O Favorito e o Alinhamento da Direita
O Governador Eduardo Riedel (Progressistas) desponta como o favorito da população. Seu alto índice de aprovação é atribuído à entrega de resultados e ao seu aprofundado conhecimento técnico. Riedel lidera em todos os cenários e construiu uma robusta aliança partidária, que inclui o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O apoio do PL é comandado no estado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, peça-chave na vitória de Riedel. O alinhamento foi publicamente sacramentado no ato de filiação de Azambuja, que contou com a presença do presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, e do próprio Riedel no palanque. O evento, consolidou 23 prefeitos no partido, reforçando ainda mais o apoio do PL à reeleição do atual governador.
A Dissidência “Patriota”
Na contramão da construção política de Reinaldo e Bolsonaro, surge o Deputado Estadual João Henrique Catan (PL). Embora se auto-intitule “patriota”, Catan se declara pré-candidato ao governo, ignorando a diretriz do seu próprio partido.
O Histórico de “Camaleão” e os Elos
A trajetória política de Catan é marcada por mudanças e elos controversos:
- Em 2016, foi candidato a vereador pelo PSDB.
- Em 2018, foi eleito deputado pelo extinto PR, partido com chapa montada pelo ex-secretário de obras Edson Giroto.
O apelo de “extrema-direita radical” que Catan tenta emplacar é ofuscado por suas raízes e relações. Ele é neto do ex-governador Marcelo Miranda, figura conhecida por investigações de “atos lesivos” no DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

O deputado também já foi visto ao lado de José Carlos Rozin, “velho conhecido da família” e que foi condenado por irregularidades na gestão do DNIT no período do avô. Rozin, alvo da Operação Unlock da Polícia Federal, esteve junto a Catan nos protestos em frente ao Comando Militar do Oeste, onde o parlamentar tentava capitalizar apoiadores bolsonaristas, chegando a distribuir marmitas de macarrão com salsicha aos manifestantes.
Inviabilidade e a Suspeita de “Migué”
Eleito pela primeira vez em 2018, Catan não conseguiu construir uma base política sólida no estado, falhando em expandir sua influência entre vereadores, prefeitos e lideranças regionais, fatores que inviabilizam uma candidatura majoritária sólida.
Sem janela partidária aberta para trocar de legenda, o deputado se lança como pré-candidato, mesmo sem o aval do PL, sem capilaridade política e sem experiência administrativa comprovada. O “pseudo-patriota”, ex-tucano eleito com o auxílio da engenharia de Giroto, tenta esconder seu passado para vender uma imagem ideológica rígida, mas de raízes questionáveis.
O questionamento paira sobre a real intenção
Catan, de fato, buscará uma legenda menor para concorrer ao Governo, desafiando a determinação do PL e o maior líder da direita, Jair Bolsonaro, mesmo sem apoio, equipe e grupo consolidado? Ou seria sua pré-candidatura apenas um “migué” político, buscando ganhar visibilidade, tentar ampliar sua base eleitoral e viabilizar financeiramente sua reeleição para Deputado Estadual?
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