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Vereadores de Três Lagoas exigem duplicação da BR-262 antes de pedágio

Legislativo municipal contesta cronograma de cobrança e reivindica melhorias urgentes na infraestrutura da rodovia para garantir a segurança.

A implementação de pedágios na BR-262, antes mesmo da execução de obras essenciais de duplicação e reparos estruturais, gerou um forte movimento de contestação na Câmara Municipal de Três Lagoas. Durante a sessão legislativa desta semana, os parlamentares questionaram o cronograma de investimentos da concessionária Caminhos da Celulose, enfatizando a necessidade de maior segurança para os usuários que transitam no trajeto entre Três Lagoas e Campo Grande.

Entenda o sistema de cobrança

O projeto prevê a instalação de quatro pórticos de pedágio eletrônico sob o modelo Free Flow, tecnologia que dispensa a parada dos veículos. Embora a montagem das estruturas metálicas esteja avançada, a cobrança ainda não foi iniciada. A tarifa estipulada é de R$ 57,60 por sentido para pagamentos sem tag, enquanto usuários com dispositivos automáticos pagarão R$ 54,72 por trecho. Em um percurso de ida e volta, o custo total pode atingir R$ 115,20 na tarifa cheia.

Críticas dos parlamentares na tribuna

O vereador Adriano Cezar Rodrigues, conhecido como Sargento Rodrigues, manifestou indignação com o cenário atual. Na tribuna, classificou como um absurdo a cobrança de tarifas em uma estrada que ainda apresenta problemas de infraestrutura, sem duplicação e com riscos para quem trafega pelo local.

Já o vereador Fernando Jurado pontuou que acompanha as tratativas sobre os investimentos desde março de 2025. O parlamentar ressaltou que, inicialmente, havia a perspectiva de obras abrangentes para Três Lagoas, mas o projeto foi alterado, focando apenas em faixas adicionais. Jurado relatou as dificuldades enfrentadas ao percorrer o trecho, destacando que, especialmente sob chuva, a formação de comboios de caminhões e a ausência de áreas seguras para ultrapassagem comprometem a fluidez e a segurança.

Impacto econômico e segurança viária

Para o vereador, existe um desequilíbrio entre o início da cobrança e a entrega dos benefícios. Ele também demonstrou preocupação com a segurança, considerando o histórico de acidentes graves e mortes na rodovia.

A demanda por duplicação ganha peso devido à relevância logística de Três Lagoas, que abriga grandes indústrias de celulose e recebe impactos diretos da operação da fábrica da Arauco, em Inocência. Segundo os vereadores, o trecho de maior relevância econômica foi excluído das intervenções mais robustas, o que motivou a solicitação de esclarecimentos técnicos à concessionária.

A mobilização política culminou na assinatura de um documento conjunto pelos 15 vereadores do município. O ofício será enviado à concessionária Caminhos da Celulose como uma medida oficial para pressionar por revisões no planejamento das obras. Até o fechamento desta edição, a concessionária Caminhos da Celulose não havia respondido aos questionamentos da reportagem.

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