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Policial

Polícia Civil deflagra Operação “Máscara de Crédito” e prende casal por fraudes bancárias contra indígenas e idosos em Caarapó

Investigados utilizavam estabelecimento comercial de fachada para obter dados e biometria de vítimas vulneráveis para contratação de empréstimos não autorizados.

Douglas Duarte

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia de Polícia de Caarapó, cumpriu na segunda-feira (19) mandados de prisão preventiva contra um casal investigado pela prática sistemática de estelionato e fraudes bancárias. Os golpes tinham como alvos prioritários idosos, indígenas e pessoas em situação de vulnerabilidade social na região.

Segundo as investigações, a dupla operava a partir de um estabelecimento comercial no município de Caarapó, que oferecia intermediação de serviços financeiros. Os suspeitos utilizavam a relação de confiança com os clientes para colher documentos pessoais, senhas e fotos de reconhecimento facial. De posse da biometria e dos dados, realizavam a abertura de contas digitais e a contratação de empréstimos sem o conhecimento ou autorização dos titulares.

Conforme apurado, as vítimas buscavam a empresa para solicitar créditos de pequenos valores e, posteriormente, identificavam múltiplos financiamentos em seus nomes em diversas instituições financeiras. Os montantes liberados eram pulverizados para contas mantidas pelos próprios investigados e por terceiros, enquanto os prejuízos e o comprometimento dos benefícios previdenciários ficavam sob responsabilidade das vítimas.

Apreensões e Continuidade das Investigações

Embora quatro vítimas tenham formalizado denúncias inicialmente, a equipe policial projeta que o número total de lesados seja expressivamente maior, considerando o volume de operações e o tempo de atuação do grupo. O prejuízo acumulado já atinge dezenas de milhares de reais, afetando diretamente a subsistência dos lesados, muitos dos quais não possuíam instruções básicas para compreender as transações efetuadas.

Além dos dois mandados de prisão preventiva, as equipes cumpriram três ordens judiciais de busca e apreensão. Na ação, foram recolhidos computadores, contratos e acervos documentais que passam por auditoria técnica para identificar novos lesados, rastrear a destinação dos valores ilícitos e apurar a eventual coautoria de terceiros nos delitos.

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