Vitória na Justiça: MPMS Defende Absolvição do Presidente da Alems, Gerson Claro
Próprio órgão acusador reconhece ausência de crime de corrupção, confirmando o esvaziamento das acusações
As acusações formuladas no âmbito das investigações do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) sofreram uma reviravolta decisiva. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) — o próprio órgão responsável pela denúncia — posicionou-se formalmente pela absolvição do presidente da Assembleia Legislativa (Alems), deputado estadual Gerson Claro (PP), em relação ao crime de corrupção passiva.
A manifestação favorável a Gerson Claro retira o peso da acusação criminal mais grave sobre a sua gestão à frente da autarquia. O posicionamento do MPMS evidencia o enfraquecimento da tese acusatória construída na época da Operação Antivírus, confirmando que as suspeitas em torno de contratos emergenciais não se sustentaram durante a instrução do processo.
Inocência Comprovada e Baixas nas Acusações
A defesa da absolvição de Gerson Claro reforça uma tendência observada na tramitação judicial dos casos ligados ao Detran-MS. Recentemente, a Justiça e os tribunais superiores vêm desconstruindo a narrativa inicial das denúncias por falta de provas consistentes:
- Pedido do Ministério Público: O MPMS manifestou-se expressamente pela absolvição de Gerson Claro no crime previsto no artigo 317 do Código Penal (corrupção passiva), reconhecendo a improcedência da imputação.
- Decisão Unânime no STJ: A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recurso do MP e confirmou a extinção de ação contra ex-diretores do órgão.
- Ausência de Indícios: O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e o STJ atestaram “absoluta ausência de indícios mínimos” de ilegalidades, destacando que os atos praticados na autarquia estritamente respeitaram os limites das atribuições dos cargos.
Um Marco para a Restauração da Verdade
Embora o processo envolva múltiplos desdobramentos, a postura do Ministério Público em pedir a absolvição de Gerson Claro marca o ponto mais relevante da tramitação. Trata-se do reconhecimento, por parte da própria acusação, de que não há elementos para sustentar o crime de corrupção contra o parlamentar.
O avanço das decisões judiciais demonstra que as acusações formuladas originalmente ruíram diante da análise técnica dos fatos, consolidando a restauração da verdade e a legitimidade dos atos praticados por Gerson Claro na administração pública.
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