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Policial

Campo Grande registra novos casos de morcegos com raiva nas regiões Centro e São Francisco

Capital atinge oito diagnósticos positivos em 2026 após recolhimento de mais de 500 animais; CCZ orienta que população isole morcegos…

Douglas Duarte

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) confirmou a identificação de mais dois morcegos infectados pelo vírus da raiva no perímetro urbano de Campo Grande, especificamente nos bairros Centro e São Francisco. Com esses novos registros, a capital sul-mato-grossense soma oito casos positivos da doença apenas neste ano, conforme balanço divulgado até esta quinta-feira (23). No total, 502 animais já foram recolhidos para análise laboratorial após serem encontrados em situações atípicas, como caídos ao solo ou dentro de residências. A médica-veterinária Maria Aparecida Conche Cunha, do CCZ, ressaltou que esses episódios não indicam um surto descontrolado, mas sim uma maior vigilância e participação da população em solicitar os recolhimentos.

O órgão esclareceu que o trabalho desenvolvido é focado exclusivamente na vigilância epidemiológica da raiva, não havendo qualquer iniciativa de controle populacional dos morcegos na cidade. Segundo a especialista, animais que apresentam comportamento normal, como abrigar-se durante o dia e alimentar-se à noite, não representam risco imediato. Por outro lado, morcegos encontrados caídos, vivos ou mortos, devem ser isolados sob baldes ou caixas, evitando-se o contato direto com as mãos ou com animais de estimação. A Sesau reforçou que matar esses mamíferos é crime ambiental, visto que eles desempenham um papel ecológico fundamental no controle de pragas e na dispersão de sementes.

A principal barreira sanitária para evitar que a raiva chegue aos humanos continua sendo a imunização anual de cães e gatos, que deve ser rigorosamente seguida pelos tutores. Em áreas públicas como praças, onde os morcegos habitam naturalmente, a Secretaria Municipal de Saúde não realiza intervenções, desde que os animais não apresentem comportamento errático. Em caso de localização de espécimes suspeitos, a recomendação é acionar imediatamente o serviço de recolhimento do CCZ, garantindo que o animal seja analisado sem riscos para os moradores da região.

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