Zema sobe o tom contra o STF e Gilmar Mendes em Ouro Preto: “A JUSTIÇA NÃO DEVERIA SER CEGA?”
Em discurso durante o Dia da Inconfidência, ex-governador mineiro aponta "vergonha moral" no país e critica o que chama de…
O ex-governador de Minas Gerais e nome cotado para a disputa presidencial, Romeu Zema (Novo), utilizou a tribuna da cerimônia da Inconfidência Mineira, nesta terça-feira (21/4), para desferir duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em um embate direto e personalizado, Zema questionou publicamente a imparcialidade do ministro Gilmar Mendes e classificou o atual momento do Brasil como uma “vergonha moral”.
Confronto Direto
Zema, que enfrenta a possibilidade de ser incluído no Inquérito das Fake News a pedido do próprio Gilmar Mendes, não recuou. “Eu pergunto a você, ministro Gilmar Mendes: a Justiça não deveria ser cega?”, disparou o ex-governador, mencionando o que chamou de “abusos” da Corte e a suposta proteção a “intocáveis”.
O ex-gestor mineiro foi além, citando contratos milionários e mudanças de perfil de investimento de magistrados, questionando a lisura das relações entre o Judiciário e grandes empresários. “Enquanto o brasileiro derrama seu suor, a canetada de quem vive em Brasília mantém o povo na pobreza”, afirmou, comparando a estrutura federal ao antigo regime colonial português.
Alinhamento com Tarcísio e Críticas ao PT
A cerimônia também serviu como palco para um importante aceno político. Zema elogiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que recebeu o Grande Colar da Inconfidência (a mais alta honraria do estado). Para Zema, São Paulo é um exemplo de gestão que “deu sorte” por não ter passado pelas “mãos do PT”.
“São Paulo não foi assaltado como fomos aqui em Minas Gerais”, declarou Zema, em clara referência às gestões petistas anteriores no estado mineiro.
Continuidade em Minas
Ao lado do atual governador Mateus Simões (PSD), Zema defendeu a continuidade do seu modelo de gestão, focado em transparência e eficiência. O evento, realizado na Praça Tiradentes, marcou o retorno simbólico da capital de Minas para Ouro Preto, celebrando o mártir da independência sob um forte tom de desabafo político e articulação para 2026.
A Medalha da Inconfidência, criada em 1952 por Juscelino Kubitschek, permanece como a principal distinção a personalidades que contribuem para o desenvolvimento do país, mas este ano, ficará marcada pelo acirramento dos ânimos entre o Executivo estadual e a cúpula do Judiciário brasileiro.
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