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Policial

“Sucuri” e “Pedrinho” atiram contra Polícia durante cerco e não resistem ao confronto; criminosos eram alvos do CV

Sucuri é apontado por matar padrasto e criança de 3 anos no fim de semana

Douglas Duarte

Créditos: Divulgação

Em uma resposta rápida das forças policiais na madrugada desta quarta-feira (5), a caçada aos autores de diversos crimes teve o seu desfecho na zona rural de Cassilândia. Joabi Gonçalves Andrade da Silva, de 26 anos, o “Sucuri” — apontado como o pistoleiro que matou a tiros Márcio Aparecido da Silva Filho e a pequena enteada de apenas 3 anos —, e seu comparsa Pedro Henrique Silva Barbosa, de 40 anos, o “Pedrinho”, foram executados em confronto durante intervenção policial.

A ação ocorreu por volta de 0h30, após o serviço de inteligência mapear o esconderijo do bando em um sítio da região. “Sucuri” e “Pedrinho”, que estava evadido do sistema prisional, reagiram à abordagem e foram alvejados. Um terceiro elemento, Kewerson Borges Viana, de 23 anos, entregou-se e acabou preso em flagrante.

Ficha corrida e a sombra do crime organizado

O histórico dos dois mortos reflete a extensa trajetória no submundo do crime:

  • “Sucuri” (Joabi Gonçalves): Acumulava fichas desde 2018 por tráfico de drogas, homicídio qualificado, posse de armas, lesão corporal e violência doméstica. Ele figurava recentemente em uma lista de “decretados” (marcados para morrer) que circulava nas redes sociais, atribuída ao Comando Vermelho (CV).
  • “Pedrinho” (Pedro Henrique): Com histórico criminal desde 2007, colecionava passagens por furto qualificado, tráfico, sequestro, cárcere privado e lesão corporal.

No imóvel utilizado como refúgio, os policiais apreenderam quatro armas de fogo (três revólveres nos calibres .38, .32 e .22, além de uma espingarda), três tabletes de maconha e balança de precisão.

Investigação em andamento

O crime que originou a caçada ocorreu na noite de sábado, na Vila Pernambuco, quando “Sucuri” emboscou a família na garagem de casa, fuzilando o carro e tirando a vida do adulto e da criança. Na segunda-feira, o Garras já havia capturado o motoqueiro que deu fuga ao atirador. A Polícia Civil mantém as investigações para mapear se a execução inicial foi ordenada na guerra entre PCC e Comando Vermelho pelo controle do tráfego na fronteira estadual.

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