Politicagem e esvaziamento: Protesto da ABECAMS contra a Cassems naufraga sem apoio popular
Sem adesão dos servidores, ato expõe o isolamento de movimento com fins puramente políticos
A tentativa da ABECAMS (Associação dos Beneficiários da Cassems) de capitanear um movimento de desgaste contra a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) resultou em um visível fiasco na última sexta-feira (10). O protesto convocado pela entidade em frente à sede da operadora de saúde, em Campo Grande, foi marcado pela ausência quase total de público, evidenciando a fragilidade de articulação do movimento e a falta de adesão por parte dos próprios servidores associados.
Ato esvaziado e sem liderança política
A mobilização não conseguiu atrair sequer 0,5% do universo de usuários do plano — que hoje atende mais de 215 mil vidas no estado. Quem passou pelo local deparou-se com um cenário de vergonha e desmobilização.
Para além da ausência dos servidores, chamou a atenção o “bolo” de figuras que costumam apoiar discursos de oposição à atual gestão da operadora. O deputado estadual João Henrique Catan, cuja presença era aguardada pelos organizadores do ato, não compareceu ao evento, deixando a associação sem o principal palanque político planejado para o dia.
Narrativa política versus aprovação dos usuários
Nos bastidores do funcionalismo público estadual, a avaliação é de que o ato ficou caracterizado puramente como uma movimentação política, sem respaldo técnico ou apelo real para a categoria.
Não é de hoje que a ABECAMS tenta emplacar narrativas para descredibilizar a administração da Cassems. No entanto, o tom crítico da associação esbarra no histórico de gestão da operadora, que se consolidou nos últimos anos com foco em:
- Transparência ativa: Prestação de contas regular das receitas, despesas e investimentos em assembleias abertas.
- Qualidade assistencial: Uma estrutura robusta que conta com 10 hospitais próprios, policlínicas e centros de diagnóstico que dão segurança ao servidor no momento em que ele mais precisa.
O fiasco da manifestação de sexta-feira sinaliza que o funcionalismo público de Mato Grosso do Sul prefere preservar a estabilidade de sua assistência médica a embarcar em palanques que parecem visar muito mais o desgaste político do que a melhoria real dos serviços de saúde.
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