Policial militar do Getam é baleado com tiro de fuzil e morre em Corumbá
Soldado Marcelo Pimenta foi atingido no peito e no braço durante tentativa de abordagem no Centro América; autores haviam atacado…
O soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marcelo Pimenta, morreu na noite desta terça-feira (30) após ser baleado com um tiro de fuzil. O policial foi atingido durante uma tentativa de abordagem no bairro Centro América, no município fronteiriço de Corumbá.
A vítima integrava uma equipe de serviço do Getam (Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico). Os militares tentavam interceptar três homens suspeitos que se deslocavam pela área urbana a bordo de um veículo de passeio modelo Fiat Argo.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento exato do confronto, por volta das 19h29, na Rua Totico de Medeiros. O soldado emparelhou a motocicleta institucional para efetuar a ordem de parada quando foi alvejado pelos ocupantes do automóvel.
O projétil de grosso calibre atingiu a região do tórax e o braço do policial, provocando a sua queda imediata no asfalto, ao lado de um carro estacionado. Os criminosos aceleraram o veículo e fugiram do perímetro logo após efetuarem os disparos de arma de fogo.
O soldado foi socorrido às pressas por companheiros de farda e deu entrada no pronto-socorro da Santa Casa de Corumbá. O profissional de segurança pública foi submetido a um procedimento cirúrgico de emergência, mas não resistiu à gravidade das lesões e faleceu.
Levantamentos posteriores indicaram que, minutos antes do homicídio do policial, o trio armado havia se deslocado até uma residência no bairro Cohab. No endereço, os infratores efetuaram mais de dez disparos de fuzil contra um casal que estava em frente ao imóvel.
As vítimas do atentado inicial conseguiram sobreviver sem ferimentos graves devido ao fato de terem buscado abrigo no interior de um automóvel com blindagem automotiva. Vídeos de monitoramento captaram a dinâmica do ataque e a posterior fuga dos atiradores do local.
Informações preliminares coletadas pelo setor de inteligência das forças de segurança apontam que o crime está associado a uma guerra entre facções criminosas rivais na fronteira. O policiamento na região foi fortemente reforçado com equipes especializadas.
Unidades operacionais da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) realizam cercos e diligências contínuas. As equipes realizam buscas em bairros periféricos e rotas rurais na tentativa de localizar o Fiat Argo e prender os autores.
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