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Policial

Policial Civil “Manga Rosa” é preso em Sidrolândia durante a Operação Iscariotes

Agente com salário de R$ 14 mil e histórico nas operações Omertà e Snow é alvo da PF por esquema…

Douglas Duarte

O policial civil Célio Rodrigues Monteiro, amplamente conhecido pelo apelido “Manga Rosa”, foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (18) em sua base de atuação, a Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal para desarticular uma organização criminosa especializada na importação fraudulenta de eletrônicos de alto valor. Mesmo com um histórico de prisões anteriores, Monteiro constava como ativo nos quadros da Polícia de Mato Grosso do Sul, com remuneração de R$ 14 mil.

A investigação aponta que o grupo criminoso utilizava veículos com compartimentos ocultos e cargas lícitas para distribuir produtos sem documentação fiscal para diversos estados, especialmente Minas Gerais. O esquema contava com a colaboração direta de policiais da ativa e aposentados, que monitoravam informações sigilosas em sistemas oficiais para favorecer o contrabando. Além das prisões em Campo Grande e Dourados, a operação interditou quatro lojas de uma mesma família dentro do Camelódromo da Capital.

O histórico criminal de “Manga Rosa” é extenso e envolve passagens por crimes de alta periculosidade no estado:

  • Operação Omertà (2020): Foi preso sob suspeita de apoiar a organização de Jamil Name; teria recebido R$ 10 mil em uma transação de arma de fogo vinculada ao caso Ilson Figueiredo.
  • Operação Snow (2024): Foi alvo de investigação por envolvimento com uma rede logística de tráfico de drogas que escoava entorpecentes da fronteira de Ponta Porã para São Paulo.
  • Operação Iscariotes (2026): Preso por suspeita de integrar o esquema de contrabando de eletrônicos, utilizando sua função pública para facilitar atividades ilícitas.

O nome da operação faz alusão à traição e quebra de confiança por parte de agentes públicos. A Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para obter um posicionamento sobre a situação funcional do agente e dos demais envolvidos, mas ainda aguarda retorno. Sob o clima de instabilidade e abafamento que atinge o estado nesta quarta-feira, as equipes permanecem cumprindo mandados em residências e delegacias de MS e MG.

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