PMA nega ataque de onça e classifica morte de animal como acidente em Ribas do Rio Pardo
Motociclista colidiu com o felino na MS-340 e animal acabou morrendo atropelado; Batalhão Ambiental esclarece que não há registro de…
A Polícia Militar Ambiental (PMA) descartou a hipótese de um ataque deliberado de uma onça-parda contra um motociclista na rodovia MS-340, em Ribas do Rio Pardo. O caso, registrado na última quinta-feira (23), envolveu o condutor de uma motocicleta modelo XT600 que foi surpreendido pelo animal saltando em direção à pista. Embora relatos iniciais sugerissem uma investida do felino, o 2º Batalhão da Polícia Militar Ambiental reforçou que a onça estava apenas em deslocamento por seu habitat natural. De acordo com a corporação, o episódio deve ser tratado estritamente como um acidente de trânsito que, infelizmente, resultou na morte do animal silvestre, visto que não existe histórico de ataques dessa espécie contra humanos na região.
O piloto da motocicleta chegou a gravar um vídeo logo após o impacto, expressando alívio por não ter sofrido ferimentos graves apesar da violência da colisão. Diante da repercussão, a PMA aproveitou para orientar a população sobre como proceder em situações de atropelamento de fauna nas rodovias de Mato Grosso do Sul. A recomendação principal é que a polícia seja acionada apenas quando o animal estiver vivo e ferido, para que o resgate e o encaminhamento ao atendimento médico especializado sejam realizados. Em casos de acidentes fatais, a retirada da carcaça da pista não compete à PMA, mas sim à concessionária que administra a via ou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Já em perímetros urbanos, a responsabilidade pelo recolhimento de animais mortos recai sobre órgãos como a Solurb ou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Animais de pequeno porte e capivaras são atendidos pela concessionária de limpeza, enquanto animais de grande porte, como bovinos e equinos, exigem a intervenção da equipe do CCZ. A autoridade ambiental enfatizou que a preservação da vida silvestre depende da atenção redobrada dos condutores, especialmente em trechos que cortam áreas de mata, e que a remoção adequada dos animais mortos é essencial para evitar novos acidentes causados por obstáculos na rodovia.
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