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Policial

PMA apreende 42 quilos de pescado ilegal escondidos em mata ciliar no Rio Ivinhema

Operação em Naviraí resultou na retirada de redes e armadilhas proibidas de dentro do parque estadual; peixes de espécies protegidas…

Douglas Duarte

Uma operação de fiscalização da Polícia Militar Ambiental resultou na apreensão de 42 quilos de peixes capturados ilegalmente e diversos petrechos proibidos durante patrulhamento fluvial no Rio Ivinhema. A ação teve início dentro dos limites do parque estadual, onde os agentes localizaram e removeram das águas seis armadilhas do tipo “joão-bobo”, equipamentos cujo uso é vedado pela legislação ambiental por favorecerem a pesca predatória. No decorrer da mesma diligência, a equipe abordou oito embarcações e fiscalizou 22 pescadores amadores, constatando que todos portavam a documentação necessária e as licenças de pesca em plena regularidade.

A ocorrência ganhou novos contornos nas proximidades da região conhecida como Porto XV, onde os policiais notaram uma movimentação suspeita de pesca de barranco. Ao realizarem uma incursão pela mata ciliar, os agentes descobriram uma trilha camuflada que levava a um ponto estratégico escondido entre a vegetação densa. No local, foram encontradas duas caixas de isopor repletas de exemplares das espécies jaú, pintado, piracanjuba, dourado e barbado. A polícia destacou que algumas dessas espécies possuem restrições severas de captura, o que agrava a infração. Além do pescado, foram apreendidas duas varas com molinetes e uma rede de pesca com cerca de 45 metros de extensão.

Devido ao fato de o material estar oculto na mata e não haver ninguém no local no momento da abordagem, os responsáveis pela infração não puderam ser identificados ou presos em flagrante. Todo o pescado e os apetrechos recolhidos foram transportados para a sede da Polícia Militar Ambiental em Naviraí para o registro da ocorrência. Conforme o protocolo padrão para esses casos, os peixes passarão por uma inspeção sanitária rigorosa para confirmar a qualidade do consumo e, posteriormente, serão destinados a entidades filantrópicas da região. As investigações continuam para tentar localizar os autores com base nos vestígios deixados na trilha.

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