Onda de ataques com facão e foice deixa três mortos no Jardim Noroeste em uma semana
Bairro de Campo Grande vira palco de crimes brutais marcados por surtos de fúria e uso de armas brancas; ocorrências…
O bairro Jardim Noroeste vive uma semana de extrema violência, contabilizando três mortes em um curto intervalo de tempo. O que une os episódios é a brutalidade dos ataques, marcados por surtos de fúria e a utilização de armas como facão e foice, gerando um clima de insegurança e choque entre os moradores da região.
O primeiro caso de grande repercussão ocorreu na Rua Dom João VI, onde um casal foi assassinado de forma bárbara. O autor do crime, identificado pelo apelido de “Arrozinho”, teria agido por vingança contra as vítimas, que supostamente haviam roubado sua família. A cena foi descrita como aterradora, com uma das vítimas chegando a ter os dedos decepados ao tentar se defender.
Durante o mesmo episódio, um terceiro homem também foi alvo do agressor, que utilizou uma foice para atacá-lo. Apesar de ter sido atingido, o homem conseguiu fugir e recebeu socorro de populares, sobrevivendo à investida. Esse cenário de horror foi apenas o início de uma sequência de crimes que assustariam a capital nos dias seguintes.
Neste domingo (26), a terceira morte foi registrada em outra residência do bairro. Carlos Carneiro Pinto, de 41 anos, invadiu a casa de sua ex-namorada em um surto psicótico. Armado com um facão, ele tentou assassinar dois jovens que estavam no local, sendo um deles o próprio filho da ex-companheira.
As vítimas conseguiram escapar dos golpes e acionaram a Polícia Militar. Durante a tentativa de abordagem, Carlos não obedeceu às ordens de parada e avançou contra os policiais segurando o facão. Para conter a agressão iminente, os militares efetuaram disparos de arma de fogo, e o homem acabou morrendo no local.
A recorrência desse tipo de arma branca tem chamado a atenção das autoridades e da população, não apenas no Jardim Noroeste, mas em outros pontos do estado. O que intriga os investigadores é a concentração de casos tão similares e violentos em um espaço de tempo tão reduzido dentro de um mesmo bairro.
Nas redes sociais, o sentimento é de perplexidade. Internautas expressam indignação com a falta de diálogo e a banalização da vida. “Que mundo é este em que as pessoas não sabem mais conversar e já querem ir matando”, desabafou uma moradora em uma publicação que repercutia a morte do casal de idosos.
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