Mulher é assediada ao voltar da faculdade e marido reclama de falta de rondas na Chácara das Mansões
Polícia Militar orientou morador a pedir rondas ao comando; Guarda alega efetivo reduzido para patrulhar a região no horário.
Um morador do bairro Chácara das Mansões, em Campo Grande, denunciou a sensação de insegurança na região após sua esposa, de 40 anos, ser vítima de assédio na noite desta quinta-feira (30). O marido da vítima, um homem de 30 anos, relatou à reportagem que a mulher foi abordada por dois homens enquanto voltava da faculdade.
Segundo o denunciante, a esposa costuma descer do ônibus na BR-163 e seguir a pé para casa. Foi nesse trajeto, já na entrada do bairro, que a tentativa de abordagem ocorreu.
Preocupado, o marido ligou para a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e para a Polícia Militar (PM) em busca de ajuda, mas relatou ter ouvido que não há rondas programadas para o horário em que o crime aconteceu, descrito por ele como “justamente o mais perigoso”.
Áudios revelam orientações
O morador encaminhou à reportagem dois áudios das conversas com as forças de segurança. Nas gravações, um policial militar explica que o patrulhamento preventivo precisa ser solicitado diretamente ao comando da unidade responsável pela área, localizada na Moreninha.
“O senhor pode ligar no 190 em situações de emergência, mas pra policiamento preventivo é preciso procurar a unidade que atende a região e conversar com o comandante. Ele organiza o patrulhamento conforme as demandas”, explica o agente no áudio.
Em outro registro, um guarda municipal reconhece que o efetivo reduzido limita a presença das viaturas em todos os locais simultaneamente.
“Infelizmente não tem como estar em todos os locais ao mesmo tempo. O efetivo é pequeno e, muitas vezes, quando surge uma ocorrência, a viatura precisa deixar a ronda para atender. O ideal é registrar boletim de ocorrência para que possamos mapear os locais mais críticos”, disse o servidor.
Ainda segundo o marido, a esposa conseguiu escapar dos assediadores e registrou um boletim de ocorrência. “Poderia ter sido pior. Graças a Deus não passou disso, mas a gente se sente desamparado. É um trajeto que muita gente faz à noite”, desabafou.
A reportagem entrou em contato com a Guarda Civil Metropolitana e com a Polícia Militar para comentar o caso e aguarda um posicionamento oficial sobre as medidas de segurança na região.
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