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Policial

Menino de seis anos é encontrado sozinho e chorando em rua de Campo Grande

Vizinhos acionaram a Polícia Militar e o Conselho Tutelar após constatarem que não havia nenhum responsável no imóvel; pais chegaram…

Douglas Duarte

Um menino de aproximadamente seis anos de idade foi localizado sozinho e em manifesto estado de desespero na noite desta segunda-feira (8). A ocorrência de suposto abandono de incapaz mobilizou equipes da Polícia Militar e do Conselho Tutelar no Bairro Coronel Antonino, região norte de Campo Grande.

De acordo com os relatos de testemunhas e moradores da região, a criança permanecia chorando muito na calçada, bem em frente ao portão da residência onde mora. Intrigados com a situação, os populares aproximaram-se do imóvel, mas constataram que não havia ninguém no interior da propriedade.

Moradores que presenciaram a cena relataram que o garoto demonstrava sinais de estar assustado e que ele seria portador do transtorno do espectro autista (TEA). Diante da ausência prolongada de um adulto e do choro incessante do menino, os vizinhos decidiram acionar as autoridades de segurança pública.

Os cidadãos tentaram chamar os moradores da casa emitindo sinais sonoros no portão, mas nenhuma pessoa saiu para atender. Uma guarnição da Polícia Militar deslocou-se prontamente até o endereço e assumiu a custódia provisória do menor, garantindo a sua integridade física até a chegada do apoio especializado.

Representantes do Conselho Tutelar da respectiva área também foram mobilizados para acompanhar os desdobramentos e assegurar os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Posteriormente, enquanto os agentes ainda realizavam os levantamentos no local, os pais do menino chegaram ao endereço.

Diante do cenário de vulnerabilidade ao qual o menor foi exposto, os genitores e a criança receberam determinações para acompanhar as equipes oficiais. O grupo foi conduzido sob escolta da Polícia Militar e com o acompanhamento dos conselheiros tutelares até a delegacia de polícia plantonista.

O caso foi formalizado na unidade da Polícia Civil para o registro detalhado da ocorrência e abertura dos procedimentos cabíveis. As autoridades competentes passarão a investigar o período em que o menor permaneceu desassistido e as justificativas dos pais para apurar as responsabilidades legais pelo ocorrido.

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