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Policial

Justiça mantém prisão de líder de organização criminosa em Mato Grosso do Sul

Garagista suspeito de chefiar tráfico de drogas teve liberdade provisória negada

Danielle Duarte

O proprietário de uma loja de veículos seminovos em Ipezal, distante cerca de 235 quilômetros de Campo Grande, teve seu pedido de liberdade provisória negado. Ele foi um dos alvos da operação e é acusado de chefiar a organização criminosa responsável pelo transporte de grandes quantidades de drogas para outros estados.

As investigações apontam que o garagista tinha um papel fundamental na organização, sendo responsável pela contratação de motoristas e pela logística do transporte da droga. Em troca, ele recebia veículos, que eram vendidos em sua loja.

A Justiça Federal entendeu que a soltura do acusado poderia colocar em risco a ordem pública e a instrução criminal, além de haver o risco de fuga e de reiteração criminosa.

Já o comparsa do garagista, proprietário de uma loja de móveis em Ivinhema, teve a prisão preventiva substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. A esposa do garagista, que também estava envolvida na organização criminosa, está em prisão domiciliar.

A Operação Lepidosiren, que leva o nome científico do peixe-cobra em referência a um dos apelidos do líder da organização, é um importante golpe no tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul. A operação resultou na prisão de três suspeitos, no cumprimento de mandados de busca e apreensão e no sequestro de mais de R$ 33 milhões do grupo criminoso.

A investigação teve início após a apreensão de 3,4 toneladas de maconha em Ponta Porã em julho de 2021. A partir desse flagrante, a Polícia Federal desvendou uma complexa organização criminosa com ramificações em diversos municípios do estado.

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