Jovem é preso e menor apreendido suspeitos de executar adolescente dentro de casa em MS
Vítima de 16 anos foi baleada no quintal e perseguida até o quarto na frente da mãe e de duas…
Um jovem de 18 anos foi preso e um adolescente de 15 anos foi apreendido por equipes policiais nesta quinta-feira (28), no município de Dourados. Eles são apontados como os principais suspeitos de envolvimento na execução a tiros de um menor de 16 anos, ocorrida no último domingo (24).
A captura da dupla foi coordenada por agentes do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil. Durante o cumprimento das ordens judiciais e diligências no bairro Jardim Pantanal, os policiais civis localizaram a arma de fogo usada no homicídio e a motocicleta utilizada na fuga.
No imóvel onde os suspeitos estavam escondidos, os investigadores do SIG também encontraram e apreenderam porções prontas para comercialização de maconha e haxixe. O material ilícito foi pesado e anexado aos autos do flagrante como elemento de prova.
Segundo o delegado titular do SIG, Lucas Veppo, a dupla foi levada para a Depac (Delegacy de Pronto Atendimento Comunitário). Além do homicídio qualificado, os jovens serão indiciados pelos crimes de receptação, posse irregular de arma de fogo e tráfico de entorpecentes.
O assassinato chocou os moradores pela crueldade e aconteceu na Rua Monte Alegre. A vítima estava no quintal de sua residência quando dois homens em uma motocicleta de cor vermelha estacionaram no portão. O garupa desembarcou e iniciou uma sequência de tiros.
Mesmo atingido pelos primeiros projéteis, o adolescente conseguiu correr para o interior do imóvel na tentativa de salvar a própria vida. O atirador invadiu a propriedade, perseguiu o jovem e efetuou novos disparos no quarto onde a vítima caiu sem vida antes do socorro.
No momento em que a execução era realizada, a mãe da vítima, a namorada dele e duas crianças pequenas estavam no recinto e presenciaram toda a cena de violência. Após consumarem o crime de pistolagem, os criminosos fugiram em alta velocidade e sumiram.
Em depoimento formal colhido pelos investigadores na delegacia, os familiares da vítima relataram que não tinham conhecimento de nenhuma desavença ou ameaça de morte recente. O caso segue sob apuração para determinar qual facção ou motivo ordenou o ataque.
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