Incêndio no Pantanal de Corumbá atravessa fronteira e atinge a Bolívia
Fogo na Baía do Tuiuiú já afeta 17 km² em área de difícil acesso; no Nabileque, chamas foram controladas após…
O Pantanal sul-mato-grossense enfrenta um cenário crítico neste início de 2026, com focos de incêndio ativos que preocupam as autoridades ambientais. Na região da Baía do Tuiuiú, em Corumbá, as chamas ganharam proporções internacionais ao ultrapassarem a fronteira com a Bolívia. Segundo dados da Nasa, a área atingida já pode chegar a 17 km², concentrada em locais de difícil acesso onde o combate é realizado conjuntamente pelo Corpo de Bombeiros e pelo Prevfogo.
No Pantanal do Nabileque, a situação é de monitoramento constante após um incêndio que afetou aproximadamente 60 km². Embora o fogo tenha sido controlado nesta terça-feira (27), o rastro de destruição revelou o impacto imediato na fauna local: brigadistas encontraram uma jiboia e um sapo carbonizados em meio às cinzas. A área de influência do incêndio segue próxima ao Rio Paraguai, o que exige atenção redobrada das equipes de resposta.
O panorama para este ano é alarmante devido à previsão de uma seca acentuada, elevando o risco de novos focos. Especialistas relembram que, em 2024, o bioma viveu sua pior temporada histórica com 2,3 milhões de hectares devastados, e o surgimento precoce desses incêndios em janeiro acende o alerta para a necessidade de ações preventivas imediatas.
As forças de segurança e órgãos ambientais mantêm o monitoramento via satélite e o deslocamento de brigadistas para as regiões mais vulneráveis. A dificuldade de logística, marcada pelo terreno alagadiço e pela mata densa, continua sendo o principal desafio para conter o avanço das chamas em direção ao território boliviano.
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