Gestão de hospital emite nota após morte de bebê em suposto parto forçado em Nova Alvorada do Sul
Família de jovem de 24 anos denuncia negligência e uso indevido de força durante procedimento de risco; IMADI afirma que…
O IMADI (Instituto Madre de Dio), gestor do Hospital Municipal Francisca Ortega, em Nova Alvorada do Sul, manifestou-se oficialmente sobre a morte de um bebê de 33 semanas ocorrida após um parto marcado por denúncias de violência obstétrica. A família da gestante registrou um boletim de ocorrência por negligência médica, alegando que a tentativa de parto normal foi realizada de forma forçada e sem os recursos necessários.
Em nota, o instituto e o hospital afirmaram que determinaram a apuração imediata e rigorosa dos fatos, analisando prontuários, registros e protocolos de atendimento. As instituições declararam estar à disposição das autoridades e reiteraram o compromisso com a ética profissional, embora tenham ressaltado que detalhes clínicos não serão divulgados devido ao sigilo médico. “Manifestamos nossa solidariedade à paciente e aos familiares”, diz o comunicado.
O Caso
A tragédia envolve uma jovem de 24 anos, com gravidez de risco de 33 semanas, que deu entrada na unidade por volta das 17h de quarta-feira (8). Segundo o portal Alvorada Informa, a paciente foi submetida a tentativas de parto normal até a meia-noite, em uma unidade que não possui anestesista nem pediatra, sendo que a referência para tais casos deveria ser Campo Grande.
A denúncia detalha uma sucessão de procedimentos traumáticos:
- Manobra de Kristeller: Uso de força física sobre a barriga da mãe, que teria causado edemas e hematomas na paciente.
- Uso de Fórceps: Instrumento utilizado para tracionar a cabeça do feto, procedimento que a família associa à morte do bebê.
- Transferência Irregular: Por volta das 00h30, a gestante foi levada para Rio Brilhante sem regulação prévia pelo sistema de saúde e sem comunicação adequada com a equipe de destino.
Ao chegar em Rio Brilhante, houve tumulto entre as equipes médicas devido à falta de preparo para receber a emergência sem aviso. O bebê, que já nasceu em quadro de sofrimento fetal agudo, precisou ser entubado, mas não resistiu e faleceu às 04h00. A Polícia Civil investiga as falhas no fluxo de transferência e a conduta dos profissionais envolvidos nas manobras de parto.
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