Forças federais apreendem 11 toneladas de insumo para cocaína e carga de roupas falsas na fronteira
Fiscalização conjunta em Corumbá interceptou produto químico capaz de produzir até 22 toneladas de droga pura; material de confecção foi…
Uma operação conjunta realizada pela Receita Federal e pela Polícia Federal resultou na apreensão de aproximadamente 11 toneladas de acetato de etila, um insumo químico essencial utilizado no refino de cocaína. A ação foi deflagrada neste domingo (28) no município de Corumbá, na fronteira do Brasil com a Bolívia.
De acordo com as estimativas técnicas divulgadas pelas autoridades alfandegárias, os traficantes costumam utilizar a proporção de um litro do reagente para cada dois quilos de entorpecente processado. Com base nessa métrica, o volume confiscado detinha potencial para fabricar cerca de 22 toneladas de cloridrato de cocaína.
A carreta que transportava a substância química foi interceptada pelas equipes de fiscalização após a identificação de inconsistências cadastrais na nota fiscal. Os agentes constataram que a carga real depositada no compartimento não correspondia à descrição declarada no documento de transporte.
O veículo de carga pesada e o motorista foram retidos e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal. A instituição instaurou um inquérito policial e dará andamento às investigações de campo para apurar a autoria e a extensão das práticas delitivas.
Dando continuidade aos procedimentos operacionais, as equipes deslocaram-se até o galpão logístico onde o produto químico seria originalmente descarregado. No local, os policiais e auditores localizaram um depósito clandestino contendo cerca de 10 toneladas de vestuário falsificado.
Os lotes de roupas contrafeitas foram catalogados e encaminhados aos armazéns da Receita Federal para os procedimentos de perdimento. O órgão destacou que o monitoramento rigoroso de insumos nas fronteiras constitui uma das principais estratégias para desestabilizar as finanças do tráfico internacional.
As circunstâncias geográficas da rota e o mapeamento dos destinatários finais do carregamento seguem sob análise técnica das autoridades responsáveis. O motorista permanece à disposição da Justiça Federal para prestar os esclarecimentos necessários.
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