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Policial

Família consegue na Justiça certidão de óbito de detento desaparecido há 30 anos em MS

Caso se assemelha com desaparecimentos da Ditadura Militar, diz defensor público

Douglas Duarte

Após 30 anos de espera, uma família de Mato Grosso do Sul obteve na Justiça o direito de emitir a certidão de óbito de um detento desaparecido durante uma transferência de presídio. A decisão foi anunciada pela Defensoria Pública do estado na última terça-feira (11).

O processo, conduzido pelo defensor público Giuliano Stefan Ramalho de Sena Rosa, reuniu provas de que o detento foi morto durante a escolta. A filha da vítima, que iniciou a ação, poderá finalmente ter acesso ao documento.

O homem, que cumpria pena no Presídio de Paranaíba, havia enviado uma carta à família antes da transferência, relatando dificuldades e pedindo para ir ao médico. Essa foi a última vez que a família teve contato com ele.

Após anos de busca, a filha foi informada de que o pai teria sido assassinado durante a escolta e enterrado como indigente em Paranaíba. A Defensoria Pública iniciou o processo de declaração de ausência em 2021 e, após diversas diligências, a Justiça reconheceu a ausência do detento e nomeou a filha como responsável para organizar os documentos legais.

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