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Política

“Falta coragem e atitude”, dispara Coronel David sobre avanço de usuários de drogas e insegurança em Campo Grande

David relembrou sua atuação no comando da PM, defendeu internação compulsória e cobrou endurecimento policial contra a criminalidade

Douglas Duarte

O aumento da criminalidade e a presença constante de dependentes químicos e pessoas em situação de rua nos principais corredores comerciais e bairros de Campo Grande foram temas centrais da entrevista concedida pelo deputado estadual Coronel David (PL) durante o encontro Café & Política MS, realizado nesta sexta-feira (23). Questionado sobre soluções para conter os furtos e devolver a tranquilidade aos moradores e comerciantes, o parlamentar criticou a inação do poder público e defendeu medidas de força e internação compulsória.

“Falta coragem, falta atitude”, cravou o parlamentar ao analisar a situação da Capital. David destacou que o arcabouço legal brasileiro já prevê mecanismos de acolhimento forçado, mas apontou a ausência de infraestrutura local: “Existem leis que autorizam a internação involuntária e a compulsória. Só que aqui em Campo Grande não tem nenhuma clínica mantida pelo poder público para fazer esse tipo de reabilitação”.

Ocupação policial e pulso firme

Ao abordar a atuação das forças de segurança, o parlamentar relembrou sua trajetória como comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (entre 2011 e 2012), citando operações de choque que neutralizaram pontos críticos de tráfico e desordem na Capital.

“Tínhamos um problema que todos julgavam insolúvel no bairro Tiradentes e na Vila Nhanhá. Fizemos a ocupação, colocamos policiamento 24 horas e acabamos com o tráfico de drogas e com aquele pessoal que ficava importunando moradores decentes. Deu certo enquanto a PM esteve presente. Resolvemos com força, com atitude e com vontade”, afirmou.

Coronel David classificou como inaceitável a situação enfrentada diariamente pela população em cruzamentos movimentados e regiões tradicionais da cidade. Ele citou nominalmente o cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, o entorno da antiga rodoviária e a extensão da Avenida das Bandeiras até a Avenida Manoel da Costa Lima.

“Hoje é uma vergonha para Campo Grande ver bandos nos semáforos enchendo o saco do cidadão. Recentemente, vimos agressão a uma mulher em plena luz do dia na Afonso Pena com a Presidente Ernesto Geisel. Prenderam o sujeito e logo ele estava solto. Isso não vira nada”, lamentou.

Crítica ao “discurso filosófico”

O deputado foi enfático ao defender que questões de desordem urbana e criminalidade reincidente não podem ser tratadas com tolerância excessiva. Segundo ele, o assistencialismo isolado não tem surtido efeito prático na contenção do problema.

“Quando a assistência social e outros setores falham em dar resposta, só resta uma alternativa: presença forte da polícia. Quem fica tratando essa questão de forma filosófica não está buscando solução de verdade. É preciso pulso firme e ação enérgica para devolver o centro e os bairros ao cidadão de bem”, concluiu.

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