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BRASIL: Escola Suspende 34 Alunos após casos de racismo, ameaças, agressão tentativas de extorsão

Santa Cruz fala em 'tristeza e profunda indignação' com o episódio surgido em grupo de WhatsApp

Douglas Duarte

O Colégio Santa Cruz, tradicional instituição de ensino de São Paulo, foi palco de um escândalo envolvendo alunos do ensino médio. Um grupo de WhatsApp, inicialmente criado para organizar partidas de futebol, tornou-se um espaço para a prática de violência, bullying, humilhação e racismo.

O grupo, denominado “drinha”, era liderado por alunos do terceiro ano, os veteranos, que promoviam trotes e festas com os alunos do primeiro ano, os novatos. Os veteranos exigiam contribuições financeiras dos novatos para a realização das festas, e relatos indicam que alguns alunos foram agredidos por se recusarem a pagar.

As festas organizadas pelo grupo também geravam problemas. Há relatos de alunos que entraram em coma alcoólico e de contratação de prostitutas para os eventos. Além disso, o grupo era um ambiente onde mensagens de cunho racista e homofóbico circulavam com frequência.

Os trotes e as práticas de violência não eram novidade entre os alunos do Santa Cruz. No entanto, os casos deste ano chocaram a comunidade escolar pela gravidade e pela exposição. Um ex-aluno relatou que os trotes eram uma forma de integração, mas que nunca havia presenciado nada semelhante aos casos deste ano.

Após o escândalo vir à tona, a escola suspendeu 34 alunos, alguns por tempo indeterminado, e convocou uma reunião de emergência com pais e alunos. A direção do colégio demonstrou consternação e prometeu apurar os casos e tomar medidas rigorosas.

A escola também anunciou que irá incluir em sua rotina de aprendizagem conceitos relacionados às masculinidades, já que o grupo era formado apenas por meninos. A suspeita é de que o movimento “Red Pill”, que exalta a masculinidade e difunde ódio contra grupos minoritários, possa ter influenciado o comportamento dos alunos.

Em nota oficial, o Colégio Santa Cruz manifestou “tristeza e profunda indignação” em relação às agressões entre alunos e afirmou que o caso fere seus “valores estruturais”. A instituição se comprometeu a ampliar o trabalho de conscientização sobre a violência nas relações e a construir um ambiente mais respeitoso para todos os estudantes.

O caso do Colégio Santa Cruz serve como alerta para a importância de combater a violência, o bullying e o racismo nas escolas. É fundamental que a comunidade escolar esteja atenta e que medidas sejam tomadas para garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos os alunos.

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