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Política

Após ser cassado e preso, Eduardo Cunha avisa que concorrerá a deputado federal por MG

Ex-presidente da câmara, condenado pela Lava Jato, disse que quer “recolocar Minas no centro do debate nacional”: “É estratégico”

Douglas Duarte

Créditos: Divulgação

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha foi às redes sociais para declarar sua candidatura à Casa Baixa por Minas Gerais. Ele afirma que o estado é a “síntese do Brasil” por causa da diversidade e da fronteira com demais estados.

“[Em Minas Gerais] Você está perto de Goiás, Bahia, Mato Grosso (do Sul), São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A gente tem as características do Nordeste na Região Norte, as características de São Paulo na Região Sul. A gente tem tantas diferenças, que o que acontece em Minas acontece no Brasil”, declarou em sua página no Instagram.

Vale lembrar que Minas é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, atrás somente de São Paulo. Cunha comentou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da SIilva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) no estado, em 2022, com uma margem apertada.

“Minas tem um papel muito maior do que exerce hoje. É o segundo colégio eleitoral do Brasil. Foi muito aviltada, sabemos disso. O que aconteceu com o governo do (Fernando) Pimentel (PT, 2015 a 2018) foi um desastre”, disse.

“Minas no centro do debate nacional”

Em articulações para retornar à Câmara dos Deputados, Cunha afirmou que “recolocar Minas no centro do debate nacional” é estratégico e destacou que o resultado eleitoral no estado historicamente funciona como um indicador do cenário político do país.

Ex-presidente da Câmara entre 2015 e 2016, período que antecedeu a cassação de seu mandato após denúncias investigadas pela Operação Lava-Jato, Cunha tentou voltar ao Legislativo em 2022, concorrendo por São Paulo, mas não obteve sucesso.

Condenado na Lava Jato

Em março de 2017, o então juiz federal Sérgio Moro condenou Cunha, no âmbito da Lava Jato, por crimes de corrupção, lavagem e evasão fraudulenta de divisas, a 15 anos e quatro meses de prisão. O peemedebista foi condenado pelo recebimento de propina na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobras, em 2011.

“Entre os crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a quinze anos e quatro meses de reclusão, que reputo definitivas para Eduardo Cosentino da Cunha. Quanto às penas de multa, devem ser convertidas em valor e somadas”, condenou Moro.

Em 2023, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, anulou uma das condenações de Cunha na Operação Lava Jato. A decisão, baseada em questões de competência, enviou o caso para a Justiça Eleitoral, seguindo entendimento de que crimes com indícios eleitorais devem ser julgados por essa esfera, e não pela Justiça Federal de Curitiba.

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