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Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da doença de Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, no último dia 22 de dezembro, a aprovação do Leqembi, um novo…

Paulo Santos

Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, no último dia 22 de dezembro, a aprovação do Leqembi, um novo medicamento destinado ao tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e promete trazer uma nova esperança para aqueles que enfrentam o declínio cognitivo causado pela doença.

Desenvolvido com o anticorpo lecanemabe, o Leqembi tem como objetivo retardar a progressão do quadro clínico em pessoas que já apresentam demência leve associada ao Alzheimer. O medicamento age diretamente na redução das placas beta-amiloides no cérebro, substâncias associadas ao desenvolvimento da doença. O acúmulo dessas placas é uma das principais características do Alzheimer e seu controle pode representar um avanço significativo no manejo da doença.

O Leqembi é disponibilizado como uma solução para diluição para infusão, e a administração do tratamento deverá ser feita sob supervisão médica.

A eficácia do Leqembi foi amplamente testada em um estudo clínico envolvendo 1.795 participantes com Alzheimer em estágio inicial. Todos os pacientes apresentavam placas beta-amiloides no cérebro, e metade deles foi tratada com o novo medicamento, enquanto a outra metade recebeu um placebo.

A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses de tratamento. Para isso, os pesquisadores utilizaram a escala CDR-SB (Clinical Dementia Rating Scale-Sum of Boxes), ferramenta amplamente utilizada para avaliar o grau de comprometimento cognitivo e funcional de pessoas com Alzheimer.

De acordo com a Anvisa, o estudo revelou que, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes que receberam o Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação da escala CDR-SB, quando comparados àqueles que tomaram placebo. Isso indica que o medicamento foi eficaz em retardar a progressão dos sintomas, especialmente no que diz respeito à deterioração cognitiva que compromete as atividades diárias dos pacientes.

A aprovação do Leqembi representa um avanço importante no tratamento da doença de Alzheimer, uma condição neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Com a diminuição das placas beta-amiloides, espera-se que o medicamento ofereça uma alternativa para desacelerar o avanço do Alzheimer, dando aos pacientes mais tempo de qualidade de vida antes que a doença atinja estágios mais graves.

Com a liberação do Leqembi pela Anvisa, especialistas acreditam que o medicamento poderá ser um marco na luta contra a doença, abrindo portas para tratamentos mais eficazes e contribuindo para uma melhor compreensão das opções terapêuticas para os pacientes em estágios iniciais da condição.

Fonte: Agência Brasil

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