Acusado de matar mulher tenta liberdade, após ficar 22 anos foragido
Crime ocorreu em 2002 e acusado foi preso mais de 20 anos depois
O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido de habeas corpus de Luciano Duarte Servim, acusado de matar Maria Cristina Flores Recalde em 2002. Ele é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Luciano foi preso em dezembro de 2023, mais de 22 anos após o crime. A defesa alegou que a prisão preventiva, decretada em 2002, não era mais necessária, mas o pedido foi negado.
Maria Cristina foi encontrada morta em 18 de julho de 2002, no bairro Nova Lima, em Campo Grande. O laudo apontou que ela foi morta com um tiro na nuca. Investigações apontam que Luciano e seu irmão, Cláudio, são os responsáveis pelo crime.
Luciano estava foragido desde o dia do crime e havia um mandado de prisão contra ele. Após ser capturado, foi levado para a Polinter.
A defesa de Luciano alegou que ele não sabia do processo e que se apresentaria à justiça caso soubesse. Argumentou também que ele tem emprego e residência fixa, e que medidas alternativas à prisão seriam suficientes.
No entanto, o desembargador Carlos Eduardo Contar, responsável pelo caso, destacou que o acusado ficou foragido por mais de 20 anos, justificando a necessidade da prisão para garantir o cumprimento da lei.
Apesar de um voto divergente do desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, que defendia a liberdade de Luciano, a maioria da 2ª Câmara Criminal decidiu manter a prisão preventiva. Com isso, Luciano permanecerá preso enquanto aguarda o julgamento do caso.
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