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Política

Prefeitura de Coxim acumula dívida de R$ 338 Mil com o IMCAS e novo atraso ameaça serviços médicos dos servidores

O levantamento contábil detalha um histórico de inadimplência crônica que asfixia o instituto

Douglas Duarte

Créditos: Redes Sociais

A saúde assistencial dos servidores públicos municipais de Coxim está à beira de um colapso. O Instituto Municipal dos Servidores de Coxim de Assistência Social (IMCAS), em uma medida de emergência, formalizou o Ofício nº 038/2026 junto à Câmara Municipal, denunciando o acúmulo de uma dívida de mais de R$ 338 mil pela Prefeitura. A diretora-presidente do instituto, Katiusce Talita Branco, assinou o documento que revela um cenário alarmante: os atrasos sistemáticos nos pagamentos de parcelamentos e repasses patronais colocam em risco imediato a manutenção dos atendimentos médicos e convênios fundamentais.

O Gargalo Financeiro: Parcelamento atrasado é a maior ameaça

O levantamento contábil detalha um histórico de inadimplência crônica que asfixia o instituto. No entanto, o ponto mais crítico e que pode desencadear o caos nos serviços assistenciais refere-se a um acordo de parcelamento da dívida.

  • Risco Imediato de Suspensão de Atendimentos: O documento cita um parcelamento em curso cujos vencimentos ocorrem todo dia 20 de cada mês. Embora a parcela de fevereiro tenha sido quitada, o instituto não recebeu o pagamento vital da parcela de março, que se encontrava em aberto até a data de emissão do ofício. A falta de regularidade nesse parcelamento, de acordo com as regras contratuais com prestadores de serviço e laboratórios, é o gatilho para a suspensão de convênios, exames e consultas médicas essenciais para o servidor e seus dependentes.

O Retrato do Descarrilamento Financeiro:

  • Exercício de 2024: Persiste um valor em aberto de R$ 45.664,85, referente a atrasos que deveriam ter sido quitados há dois anos, demonstrando uma falta de prioridade crônica com a saúde previdenciária.
  • Janeiro e Fevereiro de 2026: O município deixou de efetuar o pagamento da contribuição patronal destes dois meses, gerando uma dívida adicional de R$ 293.278,22. Este montante é crucial para a liquidez do fundo que custeia os procedimentos médicos e hospitalares.

Tentativas de Acordo Falharam: Sem Previsão para Evitar o Caos

O IMCAS alertou aos vereadores que esgotou todas as instâncias administrativas para tentar resolver a crise. Houve notificações formais e reuniões presenciais com o Secretário de Gestão para solicitar a regularização urgente dos repasses e do parcelamento, porém, todas as tentativas foram classificadas como “sem êxito até o momento”. Sem um cronograma de pagamento para os débitos atrasados e, crucialmente, para a parcela do parcelamento, o instituto vê-se sem recursos para honrar os compromissos com a rede médica credenciada.

“Solicito aos nobres edis que contribuam na interlocução junto ao Secretário de Gestão a fim de regularizar os pagamentos atrasados, sob pena de inviabilizar a assistência médica oferecida“, apelou a diretora no documento enviado ao Presidente da Câmara, deixando clara a consequência direta da inadimplência.

Câmara Municipal Cobra Solução Imediata do Executivo

A revelação da gravidade da situação e o risco iminente de os servidores ficarem sem atendimento médico geraram repercussão imediata e cobradoras no Legislativo. O assunto foi pautado na sessão mais recente, após requerimento da vereadora Simone Gomes. Parlamentares cobraram providências urgentes do Executivo, alertando que a continuidade da falta de repasses patronais e do não-pagamento das parcelas causará um dano irreversível à rede de saúde do instituto, gerando angústia e prejuízo direto aos servidores públicos municipais e suas famílias.

O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Coxim.

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