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Policial

Bernal alega legítima defesa após série de supostas tentativas de invasão

Ex-prefeito matou homem que seria novo dono de sua casa leiloada por mais de R$ 2 milhões

Douglas Duarte

Créditos: CG News

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, já havia procurado a Polícia Civil algumas vezes para relatar situação de perseguição e supostas tentativas de invasão na casa onde ele morava e matou homem na tarde desta terça-feira (24).

Policiais chegaram a investigar as denúncias e realizar varredura no imóvel, mas não conseguiram confirmar o que Bernal havia relatado. Foram feitas buscas em imagens de câmeras de segurança para tentar constatar as possíveis tentativas de entrada na residência, porém, sem sucesso.

Na tarde desta terça-feira, Bernal matou com ao menos dois tiros o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em endereço na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados. Apesar de ainda morar no local, o imóvel tinha ido a leilão.

À policial, Bernal alegou legítima defesa.

O jornalista Wendell Reis do Investiga MS conseguiu conversar brevemente com o ex-prefeito, provavelmente antes dele se apresentar à polícia. Bernal disse que foi avisado de invasão e reagiu a uma agressão. “Desta vez, fui avisado. Estavam arrombando a porta da sala. Quando me viram, tentaram me agredir e tive que me defender”, alegou.

Imbróglio do imóvel – Conforme apurado pela reportagem, o crime ocorreu no momento em que a vítima chegava ao local acompanhado de um chaveiro para abrir a residência. Ele seria o novo dono da casa e foi ao local para entrega notificação extrajudicial de despejo.

Houve desentendimento no local, Bernal atirou e atingiu o homem de 61 anos. Equipes de socorro foram acionadas e tentaram reanimar Roberto Carlos por cerca de 25 minutos, mas a vítima não resistiu.

Testemunhas informaram que o ex-prefeito fugiu do local sem prestar socorro, mas se apresentou pouco tempo depois na 1ª Delegacia de Polícia. Depois, ele foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada) onde está sendo feito o registro da ocorrência.

O imóvel, situado em um terreno de 1.440 m² e com área construída de 678 m², foi avaliado em R$ 3,7 milhões e levado a leilão em 2025 devido a dívidas. O lance mínimo era de R$ 2,4 milhões. Apenas em IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), há débitos que somam R$ 344 mil.

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