Lula afirma que as “falcatruas” do Banco Master iniciaram na gestão “Jair Bolsonaro”
Em discurso incisivo no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu os primeiros passos…
Em discurso incisivo no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu os primeiros passos da estratégia eleitoral para o próximo pleito. O petista confirmou que concorrerá à reeleição em 2026 e anunciou as peças-chave de sua aliança política: a possível manutenção de Geraldo Alckmin como vice e a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.
Além das definições eleitorais, o presidente dedicou parte expressiva de sua fala para blindar o governo de acusações relacionadas ao Banco Master. Lula atribuiu a ascensão da instituição financeira a decisões tomadas durante o governo de Jair Bolsonaro e à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central.
“Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos. Não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram dando um golpe de R$ 50 bilhões neste país”, afirmou o presidente.
Cronologia das Aprovações
Lula apresentou uma linha do tempo para afastar a responsabilidade do Partido dos Trabalhadores sobre o caso, destacando que a validação da instituição ocorreu sob a égide do governo anterior:
- Início de 2019: Segundo Lula, o então presidente do BC, Ilan Goldfajn, negou o reconhecimento do banco.
- Setembro de 2019: O reconhecimento teria sido aprovado por Roberto Campos Neto.
- Gestão Bolsonaro: Período em que, segundo o petista, ocorreram as irregularidades investigadas.
O presidente encerrou o tema alertando para possíveis tentativas de “empurrar” a responsabilidade do prejuízo bilionário para a atual gestão, prometendo rigor nas investigações sobre o montante de R$ 50 bilhões envolvido no caso.
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