Defesa de jovem acusado de tentar matar a ex pede revogação de prisão
Advogados alegam que vítima se jogou contra o veículo por ciúmes e contestam versão de atropelamento proposital
A defesa de um homem de 26 anos, preso pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) sob a acusação de tentativa de feminicídio, protocolou um pedido de revogação de sua prisão preventiva. O caso ocorreu no último domingo (15), quando, após uma discussão durante a entrega do filho do ex-casal, a vítima foi atingida pelo carro do suspeito, resultando em ferimentos no rosto e a quebra de um dente. Enquanto a mulher afirma ter sido atropelada propositalmente após o ex-companheiro “arrancar” com o veículo, a defesa sustenta uma versão oposta, classificando o episódio como um incidente isolado provocado pela própria vítima.
De acordo com a tese defensiva, o acusado não agiu com violência, mas tentou se afastar do local para evitar um conflito. Os advogados argumentam que a ex-companheira, motivada por ciúmes ao ver o homem com sua atual parceira, teria se jogado contra a lateral do automóvel em movimento. O pedido de soltura destaca que o veículo não apresenta danos físicos, como amassados ou arranhões, o que, segundo a defesa, corroboraria a versão de que não houve um impacto frontal ou violento provocado pelo condutor. Além disso, o documento ressalta que o cliente é réu primário, possui bons antecedentes, residência fixa e emprego lícito, oferecendo a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, em substituição ao cárcere.
O conflito teria começado quando o homem foi buscar o filho de quatro anos na casa de uma tia da vítima. Testemunhas citadas no processo afirmam que a mulher impediu a saída da criança e que o acusado, ao decidir ir embora para resolver a questão judicialmente, ligou o carro e saiu em baixa velocidade. O relato da defesa descreve a vítima como alguém de comportamento “explosivo” e reitera que o acusado jamais descumpriu medidas protetivas anteriormente. Por outro lado, a vítima relatou à polícia momentos de agressividade e xingamentos por parte do ex-companheiro antes do atropelamento, o que a levou a buscar atendimento médico em uma UPA e registrar o boletim de ocorrência. O pedido de liberdade agora aguarda decisão do Judiciário.
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