Rejeição no PL de Bolsonaro e o risco de “ficar sem nada”: Deputado Catan no NOVO ou PRD de Delcídio
Sem o aval do PL de Bolsonaro, Catan poderá ser candidato ao lado de Delcídio
O deputado estadual João Henrique Catan tem reafirmado em suas redes sociais a intenção de disputar o Governo de Mato Grosso do Sul, posicionando-se como oposição frontal ao governador Eduardo Riedel. No entanto, o parlamentar enfrenta um cenário de baixíssima visibilidade e viabilidade política: as principais forças de direita e o próprio PL já sinalizam alinhamento com a reeleição de Riedel, sob a articulação de Reinaldo Azambuja e com o aval estratégico do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diante das portas fechadas nas grandes legendas, Catan monitora alternativas no cenário político. Confira:
Partido NOVO e a barreira Marcos Pollon
Para migrar para o Partido NOVO, Catan precisaria vencer a preferência interna da sigla, que hoje tem como nome prioritário o do deputado federal Marcos Pollon. O embate é complexo: Pollon detém um forte capital político na base bolsonarista e foi o parlamentar da bancada federal de Mato Grosso do Sul que menos utilizou recursos da cota parlamentar em 2025, conforme dados do Portal da Transparência.
O caminho pelo PRD
Caso opte pelo PRD, o deputado terá que se submeter à presidência e às diretrizes do ex-senador eleito pelo PT Delcídio do Amaral. A mudança exigiria um alinhamento total com uma liderança que possui métodos e ritmos próprios, o que poderia limitar a autonomia do parlamentar.
Falta de base e o risco do isolamento eleitoral
Analistas políticos apontam que o maior desafio de Catan não é apenas a sigla, mas a natureza de seu eleitorado. Com uma votação concentrada em “bolhas” digitais e sem uma base territorial ou social definida na Capital e no interior do estado, ele enfrentará candidatos consolidados e com grandes entregas administrativas.
Nesse cenário, a insistência na candidatura ao governo é vista nos bastidores como delírio psicótico, que pode levar à derrota nas urnas, deixando o parlamentar sem visibilidade, mandato e sem espaço até na gestão estadual a partir de 2027.
Castelo de areia?
Com tempo reduzido de rádio e TV, além de um fundo eleitoral pequeno em siglas menores, resta saber se Catan seguirá alimentando o que adversários chamam de “castelo de areia” ou se recuará durante a janela partidária. A classe política já observa a movimentação com ceticismo e já especula quem ocupará a cadeira de Catan na Assembleia pelo PL, caso ele decida trocar a reeleição pela ilusão de uma disputa que vai custar sua sobrevivência pública.
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