Operação Circuito Fechado da PF mira organização criminosa de contrabando de eletrônicos
Grupo estruturado movimentou R$ 32 milhões em 4 anos, trazendo celulares do Paraguai por rotas clandestinas. Mundo Novo (MS) é…
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Circuito Fechado para desarticular uma organização criminosa especializada no contrabando e distribuição ilegal de eletrônicos de alto valor no Brasil. Um dos alvos da operação é morador de Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul.
As investigações começaram em 2024, após a apreensão de grande quantidade de celulares na região de Guaíra (PR). As autoridades descobriram que o grupo era estruturado e hierarquizado, atuando no transporte, financiamento e revenda de produtos ilegais. A organização criminosa teria movimentado R$ 32 milhões ao longo de quatro anos.
O grupo utilizava rotas clandestinas que ligavam o Paraguai a municípios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Para ocultar a origem dos bens, eles usavam veículos registrados em nome de terceiros, empresas de fachada e contas bancárias intermediárias. A comunicação era feita por meios criptografados, e o grupo monitorava em tempo real as barreiras policiais e fiscais.
A Justiça Federal de Guaíra/PR expediu 10 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão preventiva. Em Mato Grosso do Sul, Mundo Novo foi alvo de um mandado de busca e um de prisão.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, descaminho e lavagem de dinheiro. O nome “Circuito Fechado” faz referência à vigilância constante que o grupo mantinha sobre as rotas e ao cerco da Polícia Federal sobre a estrutura ilícita.
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