Advogada é detida por tentativa de ingresso de entorpecentes em penitenciária de Três Lagoas
Material ilícito encontrado em colchão destinado a detento revela esquema de contrabando
Na última terça-feira, dia 24 de junho, uma advogada foi detida na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas sob a acusação de tentar introduzir substâncias entorpecentes na unidade prisional. A ação foi descoberta durante o procedimento de revista de um colchão que a advogada alegou ter sido contratada para entregar, recebendo-o de um mototaxista.
De acordo com informações divulgadas pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (AGEPEN), a equipe de segurança penitenciária identificou irregularidades no colchão. Durante o manuseio, notou-se uma anomalia estrutural e um odor forte característico de entorpecentes. Em face da suspeita, o material foi inspecionado mais a fundo, revelando que a droga estava dispersa por toda a espuma interna do colchão.
A pesagem da substância confirmou que se tratava de aproximadamente 1,4 kg de entorpecente. A advogada, em seu depoimento inicial, reiterou que sua função se limitava à entrega do item na unidade prisional e que o havia recebido de um mototaxista.
Após a descoberta, a advogada foi imediatamente encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para o registro da ocorrência e a adoção das providências legais cabíveis. Durante todo o processo, ela foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), garantindo o cumprimento das prerrogativas legais da classe.
Paralelamente, as equipes da penitenciária identificaram o interno que seria o destinatário do colchão. Este detento foi prontamente isolado em cela disciplinar, em caráter preventivo, enquanto as investigações sobre o caso prosseguem.
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