Progressistas e União Brasil oficializam “superfederação” como a maior força política do país
Serão 109 deputados federais, 14 senadores, 6 governadores e 1.336 prefeitos em todo o Brasil
Os partidos União Brasil e Progressistas oficializaram, nesta terça-feira (29), a criação da federação partidária União Progressista (UP), consolidando a maior força política do país em termos de representação legislativa, capilaridade municipal e acesso a recursos públicos.
O anúncio, realizado no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, coroou semanas de negociações e foi precedido, na véspera, pela aprovação formal da aliança por parte da executiva nacional do União Brasil, em reunião realizada na Câmara com a presença de lideranças como o presidente da sigla, Antônio Rueda, o ministro do Turismo Celso Sabino (PA) e o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do partido, ACM Neto. O PP já havia aprovado a federação há mais de um mês.
A nova federação será presidida até dezembro por um sistema de rodízio entre os dois partidos, um acordo inicial previa que o deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, seria o primeiro a assumir a liderança da União Progressista.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, afirmou que a definição da ordem e da duração dos mandatos ainda está em discussão.
Números da União Progressista
- 109 deputados federais, formando a maior bancada da Câmara
- 14 senadores, empatando com PL e PSD no Senado
- 1.336 prefeitos em todo o Brasil, a maior base municipal do país
- Seis governadores de Estado
- R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral e R$ 197,6 milhões em fundo partidário, ambos os maiores volumes entre todas as siglas em 2024
Com essas credenciais, a nova federação deverá ter papel central nas eleições de 2026 e poderá receber a maior fatia dos recursos públicos destinados às campanhas, podendo ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em financiamento.
No Mato Grosso do Sul
A Federação União Progressista será comandada pela senadora Tereza Cristina ( PP/MS). De acordo com o dirigente do PP no Estado Marco Aurélio Santullo, a federação trará um novo rumo nas próximas eleições, uma vez que a União Progressista se torna o maior partido do Estado, somando tempo de TV e recursos.

Após federação, União Progressista terá no Mato Grosso do Sul:
1 senadora (PP);
1 deputado federal (PP);
3 deputados estaduais (dois do PP e um do União);
19 prefeitos (todos do PP);
24 vices (21 do PP e três do União);
206 vereadores (150 do PP e 56 do União);

Registro
A federação será registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a aprovação de seu estatuto por convenções partidárias de cada legenda. O documento também definirá as regras internas de funcionamento, a divisão de comando e as instâncias de decisão — pontos ainda sensíveis entre as cúpulas.
As federações partidárias, previstas na legislação, exigem que os partidos aliados atuem de forma unificada por no mínimo quatro anos, tanto nas votações quanto nas disputas eleitorais. Isso inclui a definição conjunta de candidaturas em todas as esferas.
Lideranças de outros partidos já se referem à nova aliança como uma “superfederação“, com potencial de redesenhar o equilíbrio de forças nas eleições de 2026 e nas articulações do Congresso nos próximos anos.
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