Homem condenado à prisão perpétua por matar esposa e atear fogo no corpo
Assassinato chocou a França e evidenciou a violência de gênero
Na última sexta-feira (28), um homem foi condenado à prisão perpétua no sudoeste da França pelo assassinato de sua esposa. O crime, que ocorreu em maio de 2021, chocou o país pela brutalidade: o homem atirou na vítima e, em seguida, ateou fogo em seu corpo.
Segundo a promotora do caso, Cécile Kauffman, Mounir Boutaa, de 48 anos, planejou o crime com frieza. Ele se escondeu em um furgão adaptado para observar os passos da esposa, Chacinez Daoud, de 31 anos, sem que ela percebesse. No dia 4 de maio de 2021, Boutaa atacou Chacinez, atirando em suas pernas. Em seguida, ele derramou gasolina sobre a vítima e ateou fogo. Chacinez teve 85% do corpo queimado e não resistiu aos ferimentos.
Durante o julgamento, Boutaa alegou que queria apenas dar um “susto” na esposa, alegando que ela era infiel. No entanto, a promotora Kauffman classificou o crime como um “ataque homicida com intenção de extermínio”. O assassinato se tornou um símbolo da violência de gênero na França.
Boutaa foi condenado à prisão perpétua, com 22 anos de cumprimento obrigatório da pena, sem direito a progressão. A Justiça considerou o crime de alta periculosidade.
Violência doméstica e negligência
Chacinez Daoud havia registrado uma denúncia contra o marido um mês e meio antes do crime, relatando agressões. No entanto, o caso foi registrado por um policial que havia sido condenado por violência doméstica, o que pode ter prejudicado o andamento do pedido de ajuda da vítima.
O assassinato de Chacinez Daoud causou grande comoção na França e reacendeu o debate sobre a violência de gênero no país. A brutalidade do crime e a negligência no atendimento à vítima geraram indignação e pedidos por medidas mais eficazes para proteger as mulheres.
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