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Policial

Justiça intima irmãos foragidos por tráfico em desdobramento da Operação Infiltrados

Gaeco aponta que réus negociavam cocaína em depósito na Capital e foram alvos de 'jogo duplo' de traficante ligado a…

Douglas Duarte

A Justiça de Mato Grosso do Sul publicou, nesta sexta-feira (6), edital de citação para localizar os irmãos Carlos Alberto Alves Fonseca e Paulo Sérgio Alves Duarte, denunciados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico no âmbito das investigações da Operação Infiltrados.

O documento, expedido pela 8ª Vara Criminal de Campo Grande, concede o prazo de 15 dias para a citação formal da dupla, que se encontra em local incerto e não sabido. Ambos são considerados foragidos e, segundo levantamentos do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), mantinham um entreposto para armazenamento de entorpecentes na Capital.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os irmãos comercializavam cocaína e chegaram a acertar a venda de nove quilos da substância, cotados a R$ 17 mil o quilo, com Lucas da Silva dos Santos, conhecido como “LK”. O comprador é apontado como articulador de um esquema de desvio de drogas em conluio com agentes de segurança pública.

Conforme o apurado pelo Gaeco, LK atuava em jogo duplo: enquanto ajustava a aquisição da droga com os irmãos,repassava as coordenadas do depósito e o itinerário dos fornecedores aos policiais envolvidos na estrutura criminosa. O intento do grupo era interceptar o carregamento para realizar a apreensão e a posterior apropriação e revenda do entorpecente.

Apesar de citados no inquérito da Infiltrados, Carlos Alberto e Paulo Sérgio não foram denunciados por integrar a organização criminosa responsável pelo desvio de drogas apreendidas por servidores públicos. Com a publicação do edital, os acusados têm prazo legal para apresentar resposta escrita à acusação.

Esquema Envolvia Delegados e Policiais

Deflagrada em 24 de setembro de 2026 pelo Gaeco, a Operação Infiltrados apura a atuação de uma rede criminosa composta por agentes de segurança pública voltada ao desvio de entorpecentes apreendidos em operações policiais para recolocação no mercado ilícito.

Na primeira fase da ação, foram cumpridos mandados de prisão contra o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa e outros 10 policiais civis e militares. Em nova etapa deflagrada nesta semana, as buscas miraram nove policiais atuantes na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), além do delegado Guilherme Scucuglia, ex-titular da Defron em 2025 e atualmente lotado na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).

A denúncia do Ministério Público atribui aos integrantes do grupo a prática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

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