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Economia

Pix ultrapassa 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil em setembro

O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro, segundo dados do Banco…

Paulo Santos

Créditos: Divulgação

O número de chaves Pix cadastradas no Brasil ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro, segundo dados do Banco Central (BC). No dia 30 do mês, o sistema contabilizava 1,008 bilhão de registros, contra 998 milhões em agosto. O volume representa um crescimento de aproximadamente 88 milhões de chaves em relação ao fim de 2025, quando havia cerca de 920 milhões cadastrados.

Apesar do número expressivo, a quantidade de chaves não corresponde ao total de usuários do sistema, já que uma mesma pessoa pode cadastrar diferentes identificadores. O Pix reúne aproximadamente 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas, o que equivale a uma média próxima de seis chaves por cliente.

Do total registrado em setembro, 956,7 milhões de chaves estavam vinculadas a pessoas físicas, enquanto 51,2 milhões pertenciam a empresas, conforme os dados do Banco Central.

As chaves aleatórias representam a maior parcela dos cadastros. Esse tipo de identificador permite receber transferências sem precisar informar diretamente dados pessoais, como CPF, número de celular ou endereço de e-mail.

Chaves aleatórias lideram os registros

A distribuição das chaves Pix por modalidade mostra a preferência dos usuários pelos identificadores gerados pelas instituições financeiras. Confira os números:

  • Chaves aleatórias: 526,8 milhões, equivalentes a 52,3% do total;
  • Números de celular: 166,3 milhões, ou 16,5%;
  • CPF: 153,9 milhões, correspondentes a 15,4%;
  • Endereços de e-mail: 144,6 milhões, ou 14,3%.

Como funcionam as chaves Pix

As chaves Pix são identificadores vinculados a uma conta bancária ou de pagamento e facilitam o envio e o recebimento de dinheiro. É possível utilizar CPF, CNPJ, número de celular, endereço de e-mail ou uma chave aleatória gerada pela instituição financeira.

Pelas regras do sistema, pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto empresas podem registrar até 20. Cada chave, porém, só pode estar vinculada a uma conta por vez.

O cadastro e o gerenciamento são realizados pelo aplicativo ou internet banking da instituição financeira. O uso de chaves não é obrigatório: também é possível fazer transferências informando os dados bancários do destinatário ou utilizando recursos como o código QR.

Pix movimenta R$ 3,2 trilhões em setembro

O crescimento no número de chaves acompanha a ampla utilização do Pix para pagamentos e transferências do dia a dia. Em setembro, foram processadas 7,1 bilhões de transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões.

O SPI é responsável pelo processamento e pela liquidação de transferências entre diferentes instituições financeiras em tempo real. Operações realizadas entre clientes de uma mesma instituição podem ser liquidadas internamente, sem passar pelo sistema do Banco Central.

Cuidados com a segurança

Embora as chaves aleatórias permitam receber dinheiro sem compartilhar diretamente informações pessoais, os usuários devem adotar cuidados ao realizar transferências. Uma das principais recomendações é conferir os dados e a identidade do destinatário antes de confirmar a operação.

Em novembro de 2025, o Banco Central informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas, como medida adicional de prevenção a fraudes.

O avanço do número de cadastros e das transações reforça a presença do Pix na rotina financeira dos brasileiros, consolidando o sistema como uma das principais ferramentas de pagamentos e transferências do país.

Fonte: Agência Brasil

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