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Política

Em pré-campanha em MS, Renan Santos defende Forças Armadas na fronteira e corte de R$ 3 trilhões em gastos

Cofundador do MBL e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão cumpriu agenda em Campo Grande; legenda confirma que não disputará…

Douglas Duarte

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O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, de 42 anos, esteve em Campo Grande nesta quinta-feira (23) para encerrar sua agenda de compromissos no Centro-Oeste. O cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL) destacou o combate ao crime organizado nas regiões de fronteira como prioridade de sua plataforma política.

Em entrevista coletiva concedida em um hotel no centro da Capital, o presidenciável afirmou que Mato Grosso do Sul ocupa uma posição estratégica no enfrentamento do tráfico internacional de drogas e defendeu o emprego ostensivo das Forças Armadas nas faixas de fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

A passagem pelo Estado conclui uma rodada de viagens iniciada por Goiás e Mato Grosso. Oficializado como pré-candidato pelo Missão no último dia 20, Renan informou que pretende retornar a Mato Grosso do Sul para agendas mais intensas assim que o período de campanha eleitoral for aberto oficialmente.

No campo da segurança pública, o pré-candidato declarou que o país vive um cenário de guerra e defendeu a integração entre a Polícia Federal e as polícias militares estaduais para desarticular rotas de escoamento de entorpecentes que ligam a fronteira sul-mato-grossense ao Porto de Santos, em São Paulo.

Entre as propostas apresentadas para a área, o postulante ao Planalto defendeu o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional fundamentado no conceito do Direito Penal do Inimigo, além do uso de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e a decretação de Estado de Defesa em regiões dominadas por facções.

Na pauta social, Renan garantiu a manutenção do programa Bolsa Família para as populações de menor renda, mas propôs alterações na gestão dos benefícios. A proposta inclui a vinculação dos cadastros de jovens sem filhos a frentes de trabalho municipais e estaduais voltadas a obras de infraestrutura.

Na economia, o pré-candidato apontou a questão fiscal como o maior entrave ao desenvolvimento do país e defendeu um pacote de corte de gastos públicos estimado em R$ 3 trilhões ao longo de dez anos, medida que o partido já protocolou em forma de proposta de emenda à Constituição.

O plano econômico apresentado inclui ainda uma nova reforma da Previdência, a desindexação de despesas obrigatórias, o fim de privilégios no alto funcionalismo e no Judiciário e a revisão de incentivos e renúncias fiscais concedidos a grandes empresas.

Renan sustentou que o equilíbrio das contas públicas abriria margem para a redução das taxas de juros, atração de investimentos privados para a infraestrutura de transportes e ampliação da oferta de crédito para o setor do agronegócio.

Ao abordar a política regional, o pré-candidato confirmou que o partido Missão lançará nomes para a disputa proporcional de deputados, mas não terá candidatura própria ao Governo de Mato Grosso do Sul, justificando a decisão como parte do processo de consolidação da nova legenda.

Durante a permanência no Estado, a comitiva prevê visitas a municípios do interior e da faixa de fronteira para levantar dados e demandas locais sobre infraestrutura, desenvolvimento econômico e segurança pública.

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