Zema quer Michelle Bolsonaro como vice na disputa pela Presidência, mas ex-primeira-dama nega: “Nenhuma possibilidade”
Zema tentou atrair o espólio bolsonarista mas levou balde de água fria imediato pelas redes sociais
Em um movimento estratégico para tentar capturar o eleitorado conservador, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Planalto, Romeu Zema (Novo), confirmou publicamente neste sábado (18) que quer a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL), como a grande aposta para ocupar a vaga de vice em sua chapa.
Contudo, o plano encontrou uma parede intransponível: em uma resposta imediata e categórica nas redes sociais, Michelle recusou o convite e descartou qualquer chance de aliança.
O Flerte de Zema: Estratégia de olho no espólio bolsonarista
Ao aproveitar o gancho de interações recentes no Instagram, Zema usou o palco do 10º Encontro Nacional do Novo, em São Paulo, para lançar a ofensiva política. Questionado sobre a viabilidade de trazer a ex-primeira-dama para o seu projeto, o mineiro foi direto e não escondeu o desejo de tê-la ao seu lado:
“É uma possibilidade, sim, como outras também são. Nome ficha limpa é sempre um nome muito bom.” — Romeu Zema, pré-candidato à Presidência.
Zema enfatizou que o principal critério para a escolha de seu vice é a ausência de pendências judiciais. Ele corre contra o relógio e estipulou o prazo limite de 5 de agosto — data final das convenções partidárias — para fechar oficialmente a chapa do Novo.
A Resposta de Michelle: O balde de água fria nos planos do Novo
A reação de Michelle Bolsonaro veio poucas horas depois e funcionou como uma rápida contenção de danos para blindar seu próprio partido. Através de seu perfil no Instagram, ela rechaçou as especulações de forma curta e grossa, afirmando que a proposta não pode sequer ser cogitada.
A ex-primeira-dama pontuou duas barreiras fundamentais para negar o convite de Zema:
- Fidelidade partidária e Flávio Bolsonaro: Michelle lembrou que sua legenda, o PL, já possui o senador Flávio Bolsonaro (RJ) como pré-candidato ao Planalto. “Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas (…). Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer”, justificou.
- Futuro indefinido: Ela reforçou que sequer decidiu se irá concorrer ao Senado nas eleições deste ano, o que inviabiliza qualquer debate sobre a vice-presidência.
Além do nó tático político, Michelle alegou que sua prioridade absoluta no momento atual continua sendo o cuidado com a rotina e a saúde do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a negativa oficializada, Zema terá que recalibrar a rota do partido Novo até o início de agosto sem o esperado “efeito Michelle” na chapa.
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