Cão da raça pitbull cego e desnutrido é resgatado pela polícia em Campo Grande
Animal foi localizado em antiga boca de fumo no fim de junho e acabou retirado do imóvel nesta sexta-feira após…
Um cachorro da raça pitbull foi resgatado pelas forças de segurança pública na tarde desta sexta-feira (3), no perímetro urbano da Capital. O recolhimento do animal ocorreu após uma nova fiscalização técnica constatar que o cão permanecia sem os cuidados e tratamentos básicos de saúde.
Os trabalhos de monitoramento foram conduzidos por agentes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat). A equipe policial passou a acompanhar a situação do bicho de estimação no dia 23 de junho, durante uma operação de combate ao narcotráfico.
Na primeira abordagem, os investigadores prenderam o tutor em flagrante em um imóvel residencial que funcionava como ponto de comercialização de entorpecentes. No local, os policiais civis constataram que o cão apresentava um quadro severo de desnutrição, ferimentos na pele e perda total da visão.
Diante do cenário de vulnerabilidade do animal, a equipe especializada notificou os familiares e responsáveis temporários pelo imóvel. As autoridades estipularam um prazo legal de dez dias para que os moradores providenciassem atendimento veterinário adequado e alimentação correta para o cão.
Decorrido o período assinalado, os investigadores da Decat retornaram à residência para checar o cumprimento das determinações sanitárias. Contudo, os policiais flagraram o pitbull mantido nas mesmas condições de abandono e sem qualquer evolução no manejo clínico das lesões.
Diante da omissão configurada, os agentes efetuaram a apreensão imediata do animal, retirando-o do cativeiro doméstico. O cachorro foi transportado na viatura policial e entregue aos cuidados de órgãos parceiros da rede de proteção animal e assistência veterinária do município.
O tutor do cão, que permanece recolhido no sistema prisional devido à autuação anterior por tráfico de drogas, foi indiciado formalmente e responderá acumuladamente pelo crime de maus-tratos a animais domésticos. A pena prevista em lei para o delito pode chegar a 5 anos de reclusão.
A unidade especializada não divulgou o nome do estabelecimento de acolhimento para onde o animal foi transferido nem forneceu novas atualizações sobre o prontuário de saúde do felino ou boletins médicos sobre o estado geral do cão resgatado.
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