Queda de avião bimotor deixa dois mortos em área de difícil acesso em Campo Grande
Acidente ocorreu nas proximidades do Aeroporto Santa Maria durante a manhã desta sexta-feira; neblina intensa e baixa visibilidade podem ter…
A queda de uma aeronave de pequeno porte deixou ao menos duas pessoas mortas na manhã desta sexta-feira (3). O acidente aéreo foi registrado em uma região de mata e de difícil acesso nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para o município de Três Lagoas, em Campo Grande.
O óbito das duas vítimas, sendo um homem e uma mulher que ocupavam o interior da cabine, foi confirmado oficialmente pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul. As identidades das pessoas mortas no impacto ainda dependem de confirmação pericial.
O avião envolvido no sinistro pertence à frota de uma empresa privada de táxi aéreo. Segundo os dados iniciais colhidos pelas forças de salvamento, a aeronave decolou de um aeródromo local e realizava procedimentos para tentar pousar em uma pista de pouso particular na região.
O plano de voo original do grupo previa como destino final a região do Pantanal sul-mato-grossense. A principal linha de investigação sugere que o piloto tentou alternar o pouso devido às condições meteorológicas adversas, marcadas por forte neblina que cobria a Capital nas primeiras horas do dia.
O acidente aconteceu por volta das 6h30. Devido à densidade da vegetação e aos obstáculos geográficos do terreno, as equipes do Corpo de Bombeiros enfrentaram dificuldades de locomoção e levaram mais de duas horas e meia de marcha para conseguir acessar o ponto exato dos destroços.
A corporação mobilizou uma estrutura de atendimento composta por duas equipes de salvamento terrestre, uma unidade de resgate médico e uma viatura equipada para o combate a incêndios florestais, visando resfriar a fuselagem e prevenir riscos de explosão do combustível.
A aeronave acidentada é um bimotor a pistão modelo EMB-810D, fabricado no ano de 1983 pela empresa Neiva. O utilitário possui capacidade configurada para transportar até seis passageiros e um piloto, com limite máximo de decolagem estipulado em 2.155 quilos.
Os trabalhos de perícia técnica e a coleta de componentes estruturais ficarão sob a responsabilidade dos investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira que emitirá o laudo sobre as causas do acidente.
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