Diarista suspeita de assassinar casal de idosos é investigada por dopar e furtar primo das vítimas
Investigação aponta que Paola Stefany colocou ansiolítico na bebida de advogado e empresária antes de desferir 24 facadas; dias antes,…
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, presa em flagrante pela suspeita de assassinar a facadas um casal de idosos em Belo Horizonte (MG), passou a ser investigada por um crime anterior. As autoridades apuram se ela também dopou e furtou um primo das vítimas antes de ser indicada para o novo emprego.
O parente dos idosos era contratante de Paola e o responsável por recomendá-la ao advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e à empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. O casal foi encontrado sem vida no interior do apartamento onde residia, na capital mineira.
De acordo com o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), o primo relatou que saiu para assistir a uma partida de futebol com a diarista em junho. Após retornar do banheiro, o homem passou mal e precisou ser levado para casa, dando falta de R$ 800 logo em seguida.
A testemunha afirmou que confiava na profissional e acreditava ter apenas perdido o dinheiro na ocasião. Contudo, após tomar conhecimento do homicídio dos familiares, ele associou os sintomas do seu mal-estar ao histórico recente e procurou os policiais civis para relatar o episódio.
Exames laboratoriais de toxicologia realizados nos corpos de Cláudio e Maria Clotilde confirmaram a presença de uma substância ansiolítica na corrente sanguínea. O medicamento possui forte ação depressora no sistema nervoso central e, quando ministrado em altas doses, induz à sedação profunda.
Em declarações informais aos policiais no momento da prisão, a investigada confessou ter adicionado o remédio na bebida dos idosos com o objetivo de dopá-los para efetuar o roubo. Ela alegou ter sofrido um surto psicótico, mas optou pelo silêncio constitucional no depoimento oficial de flagrante.
O duplo homicídio ocorreu no primeiro dia de trabalho de Paola no imóvel. O cronograma apurado pela equipe do Depatri indica que o crime foi executado em um intervalo de duas horas e meia, no período vespertino, após a diarista ter permanecido a manhã inteira na residência.
Os registros mostram que o advogado atendeu a chamadas telefônicas normais do filho até o meio-dia, explicando que permaneceria no apartamento para acompanhar as tarefas domésticas da nova funcionária. O contato cessou por completo logo após esse horário.
A perícia técnica constatou que o idoso foi atingido por 17 golpes de arma branca, enquanto a empresária sofreu sete perfurações. Após o ataque, a suspeita tomou banho no local, vestiu roupas limpas e fugiu levando joias e relógios de valor, que foram comercializados na região central da cidade.
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