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Policial

Presidiário é encontrado morto na Máxima de Campo Grande e polícia suspeita de homicídio

Polícia investiga se o cenário foi manipulado por terceiros para simular um suposto suicídio após o banho de sol

Douglas Duarte

Créditos: IA

O presidiário Everton Rodrigues Lopes, de 23 anos, foi encontrado morto na tarde de quarta-feira (24), no Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, localizado no Jardim Noroeste, em Campo Grande. O jovem, que cumpria pena por tráfico de drogas, acumulava uma condenação total de 43 anos de reclusão.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado sobre o caso, os policiais penais realizaram a abertura das celas por volta das 13h para o período regulamentar de banho de sol dos internos. Horas mais tarde, durante os procedimentos operacionais de recolhimento e encerramento do momento de convivência, o presidiário foi localizado já sem vida, suspenso por uma corda amarrada ao pescoço.

A estrutura improvisada estava presa ao gradil na área comum de convivência do pavilhão. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado para prestar socorro, mas os militares apenas puderam constatar o óbito da vítima.

Suspeita de simulação

Diante das características encontradas no local, uma equipe do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 3ª Delegacia de Polícia da Capital foi mobilizada para acompanhar os trabalhos da perícia técnica. A principal linha de investigação apura se a cena foi intencionalmente manipulada no presídio para simular um enforcamento voluntário e, com isso, acobertar uma execução praticada por terceiros.

Em razão dos indícios coletados inicialmente, o caso foi registrado oficialmente pelas autoridades policiais como homicídio qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.

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