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Policial

Mulher é presa em MT suspeita de envolvimento em onda de homicídios em Nova Andradina

Investigada teria participação em série de execuções ocorridas em junho no Mato Grosso do Sul; prisão foi resultado de operação…

Douglas Duarte

Uma mulher de 31 anos foi detida pelas autoridades na última quarta-feira (17), no município de Barra do Garças, Mato Grosso. A prisão temporária, decretada pela Vara Criminal de Nova Andradina (MS), ocorre no âmbito das investigações sobre uma sequência de assassinatos que abalou a cidade sul-mato-grossense nas últimas semanas.

Segundo informações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a suspeita é apontada como integrante de uma organização criminosa com atuação estruturada na região. Os levantamentos policiais indicam que a investigada teria colaborado diretamente nos episódios violentos sob apuração.

A série de crimes começou na noite de 6 de junho. Na ocasião, Joseane Nunes da Silva, de 43 anos, e Marcos Vinicius Pereira de Arruda, de 22 anos, foram surpreendidos por disparos de arma de fogo enquanto estavam em frente a uma residência, na Vila Beatriz. Dois suspeitos em uma motocicleta realizaram os disparos e, apesar do socorro médico, as vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram no hospital.

Poucos dias depois, em 15 de junho, uma nova execução foi registrada. A vítima, José Ricardo Flores, conhecido como “Ricardinho”, foi atingido por mais de 14 disparos enquanto estava dentro de seu veículo, um Volkswagen Gol, no Residencial San Remo. As investigações apontam que ele foi atraído ao local sob a falsa promessa de negociar o aluguel de um imóvel, sendo morto em uma emboscada.

A complexa operação de captura contou com a atuação da Seção de Investigações Gerais (SIG) de Nova Andradina e o suporte técnico do Núcleo Regional de Inteligência (NRI). O cumprimento da ordem de prisão em Barra do Garças foi realizado pela Polícia Civil do Mato Grosso (2ª DP), com o suporte estratégico do GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), de Mato Grosso do Sul.

As autoridades policiais optaram por manter sob sigilo os detalhes específicos da participação da detida nos crimes para não comprometer o prosseguimento das diligências. A investigação continua ativa com o objetivo de identificar outros envolvidos na organização criminosa e esclarecer completamente a dinâmica de todas as execuções registradas.

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