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Policial

Bebê de 1 ano é internada com fratura no fêmur e polícia investiga suspeita de maus-tratos

Médica levantou hipótese de lesão antiga após pais demorarem para buscar atendimento em Campo Grande; jovens de 18 anos são…

Douglas Duarte

Uma bebê de apenas 1 ano de idade precisou ser transferida com urgência para a Santa Casa de Campo Grande na tarde deste domingo (14). A internação ocorreu após a criança dar entrada em uma unidade de pronto atendimento apresentando uma fratura consolidada no osso do fêmur.

De acordo com as informações detalhadas no boletim de ocorrência, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para comparecer ao CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes. O chamado foi feito pelos próprios profissionais de plantão, que suspeitaram de um possível cenário de violência doméstica.

Conforme o relato da assistente social da unidade de saúde às autoridades, a menina foi levada ao posto médico pelos pais biológicos. Durante a avaliação física e os exames de raio-X, a médica responsável pelo atendimento constatou a gravidade do trauma na perna da paciente.

A profissional de medicina levantou a hipótese técnica de que a fratura não era recente e de que o ferimento poderia ser decorrente de agressões físicas e maus-tratos contínuos. A constatação baseou-se na análise clínica do estado da lesão no membro inferior da bebê.

Ao serem interrogados pelos policiais e pela equipe de assistência sobre a dinâmica do acidente, os pais alegaram que a queda e a consequente fratura haviam ocorrido no dia anterior. Eles justificaram que não buscaram o socorro médico de forma imediata por acreditarem que a situação não era grave.

Devido à complexidade do quadro de saúde e à necessidade de cuidados ortopédicos especializados, uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) realizou a transferência da menor para a Santa Casa. Os genitores acompanharam o deslocamento na viatura de resgate.

Os pais da criança, ambos jovens com 18 anos de idade, foram formalmente qualificados como investigados no boletim de ocorrência. O caso foi registrado na Polícia Civil como crime de maus-tratos e as circunstâncias da lesão passarão por uma investigação minuciosa da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

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