Radialista é acusado de intimidar professores após invasão e vandalismo em escola de Caracol
Comunicador utilizou programa de rádio e grupos de mensagens para rebater críticas contra o filho envolvido; educadores relatam medo de…
A repercussão da invasão e depredação de uma escola municipal em Caracol, município localizado a 370 quilômetros de Campo Grande, ganhou novos desdobramentos polêmicos. Moradores e profissionais da educação denunciaram que um radialista da cidade, pai de um dos adolescentes envolvidos no ato de vandalismo, estaria utilizando seu programa de rádio e grupos de WhatsApp para intimidar quem critica a ação.
De acordo com as informações apuradas pelo portal TopMídiaNews, o comportamento do comunicador gerou um forte clima de insegurança entre os servidores da unidade de ensino. Uma moradora relatou que a população local tem evitado se posicionar publicamente sobre o caso por receio de sofrer graves represálias por parte do profissional.
Durante as transmissões de seu programa diário, o radialista confirmou publicamente que o filho participou da invasão ao colégio. Contudo, ele minimizou a gravidade do episódio, classificando a depredação do patrimônio público como uma “arte” e justificando que as pessoas envolvidas são apenas crianças.
O comunicador direcionou críticas severas aos professores que utilizaram termos como “marginais” e “vândalos” para descrever os estudantes que invadiram o prédio. Ele defendeu que a situação deve ser apurada internamente pelas autoridades e que os pais devem arcar financeiramente com os danos materiais gerados.
O tom das declarações subiu e passou a preocupar os ouvintes quando o radialista sugeriu que os críticos não teriam moral para julgar os adolescentes. Em tom considerado ameaçador, ele afirmou no ar que, se puxassem o histórico familiar ou o passado de determinados educadores, encontrariam problemas muito piores.
Além dos discursos na rádio, áudios e mensagens compartilhadas em grupos do aplicativo WhatsApp aumentaram o mal-estar na comunidade. Em uma das gravações atribuídas ao profissional, ele eleva o tom de voz, profere palavrões contra os professores e afirma que “vai para o pau” contra quem rotular os menores de idade.
A denúncia aponta ainda que o comunicador teria compartilhado figurinhas com imagens de armas de fogo nos mesmos grupos virtuais. Apesar do impacto das mensagens, o radialista usou seu espaço editorial para negar que estivesse fazendo ameaças de morte ou violência, pontuando que respeita a grande maioria da categoria.
O caso principal refere-se à invasão da escola municipal ocorrida durante o último fim de semana. Um grupo de estudantes entrou no local pelas janelas, revirou a cozinha para consumir alimentos, quebrou objetos e acionou diversos extintores de incêndio pelos corredores, mobilizando a Polícia Civil, o Conselho Tutelar e a Secretaria de Educação.
Comunicador alega distorção e contesta gravidade do caso
Procurado para esclarecer os fatos, o radialista negou categoricamente ter feito qualquer tipo de intimidação e alegou que suas palavras foram completamente distorcidas por desafetos. Ele reforçou que seu repúdio foi direcionado especificamente a dois profissionais que teriam dito que o futuro dos alunos seria “na cadeia”.
O profissional argumentou que os envolvidos são bons alunos, que tiram notas altas e que já foram devidamente castigados por suas respectivas mães. Ele acrescentou que o grupo é composto por menores com idades entre 8 e 11 anos e que a sociedade local está tratando a travessura como se fosse um ato de terrorismo.
O pai do aluno também contestou a versão de que os jovens teriam tentado atear fogo nas dependências da instituição municipal de ensino. Até o presente momento, as forças de segurança locais não confirmaram a abertura de um boletim de ocorrência formalizado por parte dos professores a respeito das supostas ameaças.
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