Médicos e ex-servidora são investigados por ameaçar de morte chefe da Saúde em Dourados
Grupo inconformado com redução no valor de plantões após licitação também é suspeito de caluniar secretária e vereadora; mentora do…
Uma ex-servidora pública e três médicos estão sendo formalmente investigados pela Polícia Civil sob a acusação de realizar graves ameaças de morte, calúnia e difamação no município de Dourados, a 221 quilômetros de Campo Grande. Os alvos das intimidações são duas gestoras da saúde e uma vereadora da cidade.
As ameaças mais severas foram direcionadas à diretora-presidente da Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud), Maria Izabel de Aguiar. As outras duas vítimas do grupo criminoso são a secretária-adjunta municipal de Saúde, Terezinha Pícolo, e a presidente da Câmara de Vereadores, Liandra Brambilla.
De acordo com o delegado Dermeval Inácio da Cruz Neto, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Dourados, o inquérito começou a partir de um boletim de ocorrência registrado no dia 23 de abril. O grupo utiliza perfis em redes sociais, ligações e mensagens de WhatsApp para atacar as autoridades.
A motivação do crime está atrelada a uma reestruturação financeira realizada na Funsaud. Ao assumir o cargo, a diretora-presidente encontrou um forte desequilíbrio econômico e iniciou um plano de redução de custos, abrindo um processo de licitação para a prestação de serviços de plantão médico no Hospital da Vida e na UPA.
Uma empresa venceu o certame ao oferecer um menor preço pelas horas trabalhadas, o que acabou reduzindo o valor recebido pelos médicos plantonistas. A diminuição dos ganhos gerou revolta nos suspeitos, disparando uma campanha difamatória na internet que evoluiu para as intimidações.
A principal operadora do esquema é uma ex-funcionária do Hospital da Vida. O delegado revelou que ela enviou um ultimato específico para as servidoras da saúde, afirmando textualmente que se elas não renunciassem aos seus respectivos cargos até o final de semana, seriam assassinadas.
A suspeita responsável por disparar os ataques virtuais já foi intimada para prestar depoimento, mas ignorou a ordem policial e não compareceu. Os investigadores informaram que ela se encontra em local incerto, mas continua cometendo os crimes cibernéticos de forma contínua.
Em relação à vereadora Liandra Brambilla, o delegado explicou que os crimes focam na calúnia, com ameaças vagas de represálias caso o caso fosse levado ao Poder Judiciário. A Polícia Civil já ouviu testemunhas e outros médicos suspeitos, e o bando será responsabilizado judicialmente.
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