Disputa por isqueiro termina com mulher ferida no pescoço por garrafada em Jardim
Vítimas de 27 anos apresentaram versões conflitantes sobre o início da briga no Jardim Panorama; suspeita, visivelmente embriagada, alegou legítima…
Uma situação banal por conta de um isqueiro evoluiu para um episódio de violência na tarde desta sexta-feira (24), no bairro Jardim Panorama, em Jardim. Duas mulheres, ambas de 27 anos, envolveram-se em uma briga que resultou em ferimentos e mobilizou equipes de emergência. A Polícia Militar foi acionada após o Corpo de Bombeiros receber um chamado urgente sobre uma vítima atingida no pescoço por um objeto cortante.
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais encontraram uma das mulheres recebendo os primeiros socorros. Ela apresentava um corte profundo no lado esquerdo do pescoço, provocado por uma garrafa de vidro quebrada. Devido à gravidade da lesão em uma área sensível, ela foi encaminhada imediatamente ao Hospital Marechal Rondon para cuidados médicos.
Em seu relato aos militares, a vítima explicou que a confusão começou quando ela foi até a residência da outra envolvida para cobrar a devolução de um isqueiro que havia emprestado no dia anterior. Segundo ela, a amiga teria se irritado com a cobrança, apanhado uma garrafa de vidro e desferido o golpe contra seu pescoço de forma repentina.
A suposta agressora foi localizada pouco tempo depois em um terreno baldio nas proximidades. Visivelmente embriagada e apresentando um ferimento no cotovelo, ela apresentou uma versão diferente dos fatos. A mulher alegou que foi atacada primeiro com uma faca e que utilizou a garrafa apenas para se defender da investida da colega.
A vítima, por sua vez, negou veementemente que estivesse armada, sustentando que a outra mulher se feriu sozinha durante o ato da agressão. Diante do conflito de informações, ambas foram conduzidas à delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
O caso foi oficialmente registrado como lesões corporais recíprocas. A mulher ferida no pescoço recebeu alta após o atendimento, enquanto a suspeita da garrafada recusou assistência médica. A investigação agora busca determinar, por meio de perícia e testemunhas, quem iniciou as agressões.
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